Era um passado,
Um passado que era como uma vida,
Já nem do dono precisava,
Existia por si
Um, sim…um passado.
Alheio a tudo o que vejo, sinto
Sigo em frente.
Aparecem-me coisas pelo meio da realidade
Que me dizem que estou vivo e sou “aquele”
Mas como hoje sigo em frente
Tudo isso rápido se dissipa em um sonho
Confuso que não sei se real.
Interrompem-me de meu sonho
E me já não chateio.
Continuo sonhando
E não há bandeira nem terra,
Há um planar que não tem qualquer
Ideia de o ser,
Vai indo sem disso se entender
Só a isso, sim, se propondo.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Assaz surpresa, gira alta nobreza.
Há que saltar a vedação da mediocridade
E ver com olhos virgens os horizontes promissores.
Que de vida há tudo aberto,
Que de nada há porta fechada lá fora
Que não possa ser aberta pela
Ausência de porta interior.
Nómada do mental.
A vida pode ser privada
Mas de terra se construirá a catedral
Imensa que se pisa,
Fazendo-a ao som da caminhada.
Despertam tigres e leões na savana,
O grito de selva ruge na cidade horrorizando-a;
Já não mais há conversa por escrito,
Agora o há sons íntimos
Que só quem os já ouviu em sonhos
Pode compreender
E assim responder.
Massa heterogénea de virilidade.
Caga a merda que te ensinaram
E barra o pão com sentimento
Que alimenta bem mais!
Foram longe,
Eu sei,
Foram longe,
Mas deixaram-se lá pra trás.
Lá à frente há o futuro que é dos deuses
E também da vontade individual,
O resto é conversa evaporada.
…e parece que colhem de mim
Sua própria indiferença
Sorrindo perdidos
Ao meu encontro…
Quando se começa a existir em pleno
Se percebe que o mundo está ao contrário.
O medo turva a visão da vida e de tudo
Gerando números e muros
Para orientar a desorientação que os originou.
E ficamos nesta coisa de nos perguntar
Em noites escuras:
- Estarei vivo?
E o belo da questão
É que não há resposta,
Cada um tem de voltar á pergunta
E reformulá-la de uma outra forma,
Para ver o que acontece.
Assim se vai fazendo mais perguntas
Continuamente evoluindo
Para uma maior simplicidade.
Pois o que se “Sente” não fala português,
Então a pergunta tem que ser mais básica
Procurando a essência das intenções primitivas da vontade
Que originaram a língua que aproximou seres
Mas não o ser uno.
Esse é o único a descobrir,
O único que tem real importância na vida.
(Pois dele brota todo o mundo.)
Há que saltar a vedação da mediocridade
E ver com olhos virgens os horizontes promissores.
Que de vida há tudo aberto,
Que de nada há porta fechada lá fora
Que não possa ser aberta pela
Ausência de porta interior.
Nómada do mental.
A vida pode ser privada
Mas de terra se construirá a catedral
Imensa que se pisa,
Fazendo-a ao som da caminhada.
Despertam tigres e leões na savana,
O grito de selva ruge na cidade horrorizando-a;
Já não mais há conversa por escrito,
Agora o há sons íntimos
Que só quem os já ouviu em sonhos
Pode compreender
E assim responder.
Massa heterogénea de virilidade.
Caga a merda que te ensinaram
E barra o pão com sentimento
Que alimenta bem mais!
Foram longe,
Eu sei,
Foram longe,
Mas deixaram-se lá pra trás.
Lá à frente há o futuro que é dos deuses
E também da vontade individual,
O resto é conversa evaporada.
…e parece que colhem de mim
Sua própria indiferença
Sorrindo perdidos
Ao meu encontro…
Quando se começa a existir em pleno
Se percebe que o mundo está ao contrário.
O medo turva a visão da vida e de tudo
Gerando números e muros
Para orientar a desorientação que os originou.
E ficamos nesta coisa de nos perguntar
Em noites escuras:
- Estarei vivo?
E o belo da questão
É que não há resposta,
Cada um tem de voltar á pergunta
E reformulá-la de uma outra forma,
Para ver o que acontece.
Assim se vai fazendo mais perguntas
Continuamente evoluindo
Para uma maior simplicidade.
Pois o que se “Sente” não fala português,
Então a pergunta tem que ser mais básica
Procurando a essência das intenções primitivas da vontade
Que originaram a língua que aproximou seres
Mas não o ser uno.
Esse é o único a descobrir,
O único que tem real importância na vida.
(Pois dele brota todo o mundo.)
No inócuo subsídio
Que recebo dos genes,
Meu capital próprio
É minha mente,
Meu desejo.
De resto é tudo vosso,
Tudo visto, tudo por parecer,
Mas ser, sou eu
E vós não o hão de ver
Até eu querer.
Sangrando no chão da calçada
Está uma pomba atropelada,
Um reflexo de que por mais que se possa voar
À terra se tem de voltar.
Que recebo dos genes,
Meu capital próprio
É minha mente,
Meu desejo.
De resto é tudo vosso,
Tudo visto, tudo por parecer,
Mas ser, sou eu
E vós não o hão de ver
Até eu querer.
Sangrando no chão da calçada
Está uma pomba atropelada,
Um reflexo de que por mais que se possa voar
À terra se tem de voltar.
Além mistério, procura de um semelhante,
Elabora-me a mim mas não minha vizinhança
Ela me é submetida.
Além tristeza, ela me vem apanhar
Já que fico sentado
Á sua espera.
Além demora e o rio corre silencioso
Alheio a mim que o observa.
Coitado de mim e do que enfim conheci,
Deus mirrado, morte na vida,
Onde me sou humano agora?
O deus morreu, farto-me
De o dizer mas ainda me vou alimentando dele.
Triste tristeza procura sorriso e serenidade.
Além riqueza,
Além encontro.
Salta-me á vista bela terra prometida.
Em tempos pequeno fora um segredo
Depois me larguei no mundo
Até ele já nada me ter a dar o que eu queria
E morri pobre, pobrezinho, tenro.
Quem me dera uma mãe,
Uma moça morena que me sussurra-se
Malandrices ao ouvido
E eu ria enternecido.
Quem me ficou senão eu?
O meu vácuo virado
Do avesso sugando
Tudo de meu com a
Sede de morte na vida.
Alheio a tudo, persisto.
Elabora-me a mim mas não minha vizinhança
Ela me é submetida.
Além tristeza, ela me vem apanhar
Já que fico sentado
Á sua espera.
Além demora e o rio corre silencioso
Alheio a mim que o observa.
Coitado de mim e do que enfim conheci,
Deus mirrado, morte na vida,
Onde me sou humano agora?
O deus morreu, farto-me
De o dizer mas ainda me vou alimentando dele.
Triste tristeza procura sorriso e serenidade.
Além riqueza,
Além encontro.
Salta-me á vista bela terra prometida.
Em tempos pequeno fora um segredo
Depois me larguei no mundo
Até ele já nada me ter a dar o que eu queria
E morri pobre, pobrezinho, tenro.
Quem me dera uma mãe,
Uma moça morena que me sussurra-se
Malandrices ao ouvido
E eu ria enternecido.
Quem me ficou senão eu?
O meu vácuo virado
Do avesso sugando
Tudo de meu com a
Sede de morte na vida.
Alheio a tudo, persisto.
Avisto a calçada e o som do nada, tudo caminha,
Em breve jantar, 80% da população mundial frente à televisão:
“Gostaria de interromper esta programação para dizer que me sinto infeliz com o estado do mundo, que me sinto mal ao ver tanta gente infeliz.
Porque continuamos a lutar uma luta que não é a nossa mas dos economistas?
Vamos dizer-lhes que eles são feios e infantis, que queremos plantar o que comemos e dançar na noite quente celebrando as colheitas.
Vamos humanos que não nascemos para fazer dinheiro!
Em breve jantar, 80% da população mundial frente à televisão:
“Gostaria de interromper esta programação para dizer que me sinto infeliz com o estado do mundo, que me sinto mal ao ver tanta gente infeliz.
Porque continuamos a lutar uma luta que não é a nossa mas dos economistas?
Vamos dizer-lhes que eles são feios e infantis, que queremos plantar o que comemos e dançar na noite quente celebrando as colheitas.
Vamos humanos que não nascemos para fazer dinheiro!
sábado, 24 de julho de 2010
Eu meu lugar: mundo.
Assisto a tudo ileso profundo sorrindo ao cansaço,
Ando mais um pouco que me vem o dia.
A noite de mim persegue e eu fico fugindo dela
Sonhando o dia o mais que possa nesta pequena mente que me anuncia.
Se desespero me resigno, hoje de mim não fujo,
Não há nada a fugir,
Tenho em mim o mundo e dele me quero aqui.
Raio de sol me é absurdo, tento a luz da lua
E logo me acho imenso, conheço os espaços e reentrâncias
São meus e neles me sento como uma maçã
E vejo o espaço que não é muito.
Inalo o fumo da tristeza e expiro sonho,
Sou delicado no meu orgulho e nele sou sereno.
Preciso do ódio, preciso do amor,
Preciso ver o que não quero para saber o que sou.
Alistam-se ao longe os batalhões da conquista
Eu fico a olhar no canto escrevendo
Não por onde eles marcham mas por onde marcharam.
Assisto a tudo e me fico seguindo os passos, relatando,
Um amanha incerto que virá surpreso
Mas doce de apresso que de manhã eu chego.
Alisto-me, eu, na minha vida.
Camisa aos ombros sou eu e todo o meu mundo.
Assisto a tudo ileso profundo sorrindo ao cansaço,
Ando mais um pouco que me vem o dia.
A noite de mim persegue e eu fico fugindo dela
Sonhando o dia o mais que possa nesta pequena mente que me anuncia.
Se desespero me resigno, hoje de mim não fujo,
Não há nada a fugir,
Tenho em mim o mundo e dele me quero aqui.
Raio de sol me é absurdo, tento a luz da lua
E logo me acho imenso, conheço os espaços e reentrâncias
São meus e neles me sento como uma maçã
E vejo o espaço que não é muito.
Inalo o fumo da tristeza e expiro sonho,
Sou delicado no meu orgulho e nele sou sereno.
Preciso do ódio, preciso do amor,
Preciso ver o que não quero para saber o que sou.
Alistam-se ao longe os batalhões da conquista
Eu fico a olhar no canto escrevendo
Não por onde eles marcham mas por onde marcharam.
Assisto a tudo e me fico seguindo os passos, relatando,
Um amanha incerto que virá surpreso
Mas doce de apresso que de manhã eu chego.
Alisto-me, eu, na minha vida.
Camisa aos ombros sou eu e todo o meu mundo.
Destas cansadas poeiras
Ocorre o desejo faminto e sem folgo
De apontar em frente e desejar
Uma vez mais o ainda não visto.
Soletrar letras que não se conhecem,
Sorrir ao ver um novo costume,
Mastigar uma nova textura
E agradecer silenciosamente
Ao vento
A graça de poder ver e sentir tudo "isto" novamente.
Silencio vem aí o hábito,
Silêncio o tempo passa
E fica tudo e só vai
Quem nos queria.
Silêncio a morte começa
A nascer aos poucos dentro de nós.
Filhos façam as malas
Há que viajar,
Há que torcer estômago e intestinos
E comer pouco
Para se estar leve, há que ir.
Logo se salta a porta massiva,
O vento louco atiça.
Ai que vamos logo na primeira carruagem
Ela há-de estar vazia, manhã fora
Ela de sábado estará vazia.
Santo dia da partida,
Já tudo se forma não é a luz nem o calor
É sim o espaço imenso que é acolhedor.
Vida a 360 graus ai que a vida é tudo isto
E estamos nós nela sentindo.
Aldeia e mais aldeia
Sentados nas cadeiras os velhos sábios
Que já podem ficar
Havistam quem se vai com uma mão
Ao cimo desejando boa viagem,
Boa vida.
Ocorre o desejo faminto e sem folgo
De apontar em frente e desejar
Uma vez mais o ainda não visto.
Soletrar letras que não se conhecem,
Sorrir ao ver um novo costume,
Mastigar uma nova textura
E agradecer silenciosamente
Ao vento
A graça de poder ver e sentir tudo "isto" novamente.
Silencio vem aí o hábito,
Silêncio o tempo passa
E fica tudo e só vai
Quem nos queria.
Silêncio a morte começa
A nascer aos poucos dentro de nós.
Filhos façam as malas
Há que viajar,
Há que torcer estômago e intestinos
E comer pouco
Para se estar leve, há que ir.
Logo se salta a porta massiva,
O vento louco atiça.
Ai que vamos logo na primeira carruagem
Ela há-de estar vazia, manhã fora
Ela de sábado estará vazia.
Santo dia da partida,
Já tudo se forma não é a luz nem o calor
É sim o espaço imenso que é acolhedor.
Vida a 360 graus ai que a vida é tudo isto
E estamos nós nela sentindo.
Aldeia e mais aldeia
Sentados nas cadeiras os velhos sábios
Que já podem ficar
Havistam quem se vai com uma mão
Ao cimo desejando boa viagem,
Boa vida.
E eu que era um bom menino
Que sorria deliciado
Pela bondade que me prestavam.
E eu que era um bom menino
E não pedia nada
Satisfazia-me sozinho.
E eu que era um bom menino
E olhava o mundo
Bonito próprio de um bom menino.
E eu que era um bom menino
Que fazia o que me diziam
E ficava feliz por isso.
E eu que era um bom menino
Mas que já não sou
Morreu menino
Nasceu Homem.
O menino enterrado
Dentro do homem
Ainda vive mas fala baixinho e raramente
Já que está no outro mundo
Feliz a brincar,
O mundo dos mortos meninos.
E quando o Homem
Passa rente à morte
Mais sente e fala
Com o menino que se chateia
De interromper sua despreocupada brincadeira
Para falar com o Homem que afinal
Ainda o tem cá dentro.
No abismo da tristeza e solidão
Estão juntos, se encontram e falam
O Homem a se lembrar do menino
E o menino a brincar para o Homem o observar.
(O menino também gosta disto por vezes.)
Agora o Homem esse só observa o menino
Nessas alturas
Porque não consegue observar mais nada.
O Homem quer seguir e se realizar
E o menino, esse só quer brincar.
Quando o Homem está-se realizando
O menino desaparece no seu mundo
Mas como assim é
Brinca mais que nunca, feliz e despreocupado
E nesta energia intima
Se cria um ciclo vicioso,
Uma inércia de bem estar espiritual.
O menino que está enterrado cá dentro
Vive mais que nunca no seu mundo
E o Homem sem menino para se preocupar e observar
Se realiza mais que nunca na vida.
Que sorria deliciado
Pela bondade que me prestavam.
E eu que era um bom menino
E não pedia nada
Satisfazia-me sozinho.
E eu que era um bom menino
E olhava o mundo
Bonito próprio de um bom menino.
E eu que era um bom menino
Que fazia o que me diziam
E ficava feliz por isso.
E eu que era um bom menino
Mas que já não sou
Morreu menino
Nasceu Homem.
O menino enterrado
Dentro do homem
Ainda vive mas fala baixinho e raramente
Já que está no outro mundo
Feliz a brincar,
O mundo dos mortos meninos.
E quando o Homem
Passa rente à morte
Mais sente e fala
Com o menino que se chateia
De interromper sua despreocupada brincadeira
Para falar com o Homem que afinal
Ainda o tem cá dentro.
No abismo da tristeza e solidão
Estão juntos, se encontram e falam
O Homem a se lembrar do menino
E o menino a brincar para o Homem o observar.
(O menino também gosta disto por vezes.)
Agora o Homem esse só observa o menino
Nessas alturas
Porque não consegue observar mais nada.
O Homem quer seguir e se realizar
E o menino, esse só quer brincar.
Quando o Homem está-se realizando
O menino desaparece no seu mundo
Mas como assim é
Brinca mais que nunca, feliz e despreocupado
E nesta energia intima
Se cria um ciclo vicioso,
Uma inércia de bem estar espiritual.
O menino que está enterrado cá dentro
Vive mais que nunca no seu mundo
E o Homem sem menino para se preocupar e observar
Se realiza mais que nunca na vida.
Já ontem cá estava
Aqui uma densa camada de névoa
Que traduzindo diria: falta de esperança.
Uma triste aura que paira sem dono
Que nasce do colectivo
E perde a responsabilidade.
Sinto-a está aí:
Há mais intervalos de silêncio,
Mais gente só,
Até o pássaro pia baixinho
Sem qualquer vontade, quase só como obrigação da sua natureza.
Esta tudo tímido,
Schhh fala baixinho
Não perturbes quem te oprime
Deixa andar que isto há de passar.
Mas ficando nós neste pé atrás atroz
A conversa se perde e as esplanadas vazias
Bem se sabe que não trazem
Qualquer alegria.
Mas fica-se e vai-se
Passando mas ficando
Já que há de tomar conta da ausência
Não vá ela fugir
E mostrar sua essência.
Há que ficar,
Há que dizer coisas,
Beber uma outra cerveja
Falar de ontem e de amanhã
Mas nunca de hoje esse não existe.
Que estranha forma de vida.
Aqui uma densa camada de névoa
Que traduzindo diria: falta de esperança.
Uma triste aura que paira sem dono
Que nasce do colectivo
E perde a responsabilidade.
Sinto-a está aí:
Há mais intervalos de silêncio,
Mais gente só,
Até o pássaro pia baixinho
Sem qualquer vontade, quase só como obrigação da sua natureza.
Esta tudo tímido,
Schhh fala baixinho
Não perturbes quem te oprime
Deixa andar que isto há de passar.
Mas ficando nós neste pé atrás atroz
A conversa se perde e as esplanadas vazias
Bem se sabe que não trazem
Qualquer alegria.
Mas fica-se e vai-se
Passando mas ficando
Já que há de tomar conta da ausência
Não vá ela fugir
E mostrar sua essência.
Há que ficar,
Há que dizer coisas,
Beber uma outra cerveja
Falar de ontem e de amanhã
Mas nunca de hoje esse não existe.
Que estranha forma de vida.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A loucura é a única maneira de ser insisto.
Persisto em desaparecer por detrás duma máscara intelectualmente formada para desviar atenções do meu intimo deveras sagrado.
Persisto na procura do nada. Alienado do conforto da comodidade não sei se não estar sentado em pleno voo mental.
Nada me estorva a confusão do mundo se eu mesmo proponho minha confusão a sair para as ruas por onde caminho.
Triste dizer não que é um sim carente, jamais!
Se tenho que ser louco para me realizar que assim seja.
Antes há terra e mar lembrando a saúde desta união universal.
Eu nasci dela e logo me cercaram de doenças, minha espécie de animais desprezáveis que são os seres humanos que no entanto não considero deveras minha raça mas tão somente minha espécie.
Minha raça terei eu de fazer nascer com meu sémen intelectual em cima de tudo o que olhe e fale e toque.
Pois o que é o mundo senão comigo nele existente?
Nada, com certeza nada, só uma sequência de imagens sem conteúdo sem parênteses de explicação ou entendimento.
Furto seguro que eu lembrei a meu ser quando caminhava leve havistei e logo furtei esse poder de ser, essa eloquência de saber conquistar, domar e orientar energias e atenções que correm soltas pelo ar sem dono, pois quem as recria(não cria claro) e reproduz é gado a meu bom entender, não possui o que provoca, é quase dele consequente, é nada claro, daí para a frente, só um repetidor de emoções, de sentimentos não dele mas de um colectivo no qual se sente seguro não existindo.
E ficam por aí olhando: por uns tenho devota simpatia, principalmente os velhos e as crianças, que no fundo querem compreender, por outros os adolescentes e os adultos, uns tanta confusão narcisista os faz esquecer o que vêem e outros observando algo fora dos moldes de seu conforto e comodidade censuram mesmo que seja por admiração oprimem pois fazem parecer que é consciente esta maneira de ser existente.
E plano pelos confins da mente, drogo meu ser para não o ser involuntariamente pelo sistema ditatorial e antinatural.
Aparafuso sentimentos, desaparafuso outros e tento compreender o que fica de essencial, aquilo que no fundo vive livre da mortalidade aquilo que é somente energia universal.
Se tenho que ser de sociedade que o seja mas serei louco para me manter são no intimo. Queria aprender o campo ser como energia, sem consciência nem auxilio, seria.
Mas não há ainda, lá para a frente talvez irei para o campo agora por mais fútil que pareça dizê-lo
Não há dinheiro.
Mas há vida, essa há até a morte, portanto vive-se ou simplesmente se entende o estar vivo.
Mas já que serei em sociedade sê-lo também como ela, louco, solto e liberal aberto á loucura que vem sem se desejar mas que de alguma forma se pode aproveitar.
Tendo sentido de tudo sinto agora somente a passagem nunca o presente mas seu movimento do passado para o futuro e assim me quedo a interpretar tudo como eterno infinito.
Tenho visto de tudo mas viria certamente mais alguma coisinha,
Tenho feito de tudo mas sempre me falta algo,
Insatisfeito talvez por principio pois a satisfação séria nasce da insatisfação aceite.
Vivo outro, era papagaio, agora coruja mais tarde quem sabe águia.
A norte o frio,
Ao sul o quente
E na tangente oscilo entre o calor e o frio
E assim crio.
Pois a séria criação nasce do meio do extremo dos dois.
Se tenho que ser para viver, serei somente isto que sou actualmente.
Persisto em desaparecer por detrás duma máscara intelectualmente formada para desviar atenções do meu intimo deveras sagrado.
Persisto na procura do nada. Alienado do conforto da comodidade não sei se não estar sentado em pleno voo mental.
Nada me estorva a confusão do mundo se eu mesmo proponho minha confusão a sair para as ruas por onde caminho.
Triste dizer não que é um sim carente, jamais!
Se tenho que ser louco para me realizar que assim seja.
Antes há terra e mar lembrando a saúde desta união universal.
Eu nasci dela e logo me cercaram de doenças, minha espécie de animais desprezáveis que são os seres humanos que no entanto não considero deveras minha raça mas tão somente minha espécie.
Minha raça terei eu de fazer nascer com meu sémen intelectual em cima de tudo o que olhe e fale e toque.
Pois o que é o mundo senão comigo nele existente?
Nada, com certeza nada, só uma sequência de imagens sem conteúdo sem parênteses de explicação ou entendimento.
Furto seguro que eu lembrei a meu ser quando caminhava leve havistei e logo furtei esse poder de ser, essa eloquência de saber conquistar, domar e orientar energias e atenções que correm soltas pelo ar sem dono, pois quem as recria(não cria claro) e reproduz é gado a meu bom entender, não possui o que provoca, é quase dele consequente, é nada claro, daí para a frente, só um repetidor de emoções, de sentimentos não dele mas de um colectivo no qual se sente seguro não existindo.
E ficam por aí olhando: por uns tenho devota simpatia, principalmente os velhos e as crianças, que no fundo querem compreender, por outros os adolescentes e os adultos, uns tanta confusão narcisista os faz esquecer o que vêem e outros observando algo fora dos moldes de seu conforto e comodidade censuram mesmo que seja por admiração oprimem pois fazem parecer que é consciente esta maneira de ser existente.
E plano pelos confins da mente, drogo meu ser para não o ser involuntariamente pelo sistema ditatorial e antinatural.
Aparafuso sentimentos, desaparafuso outros e tento compreender o que fica de essencial, aquilo que no fundo vive livre da mortalidade aquilo que é somente energia universal.
Se tenho que ser de sociedade que o seja mas serei louco para me manter são no intimo. Queria aprender o campo ser como energia, sem consciência nem auxilio, seria.
Mas não há ainda, lá para a frente talvez irei para o campo agora por mais fútil que pareça dizê-lo
Não há dinheiro.
Mas há vida, essa há até a morte, portanto vive-se ou simplesmente se entende o estar vivo.
Mas já que serei em sociedade sê-lo também como ela, louco, solto e liberal aberto á loucura que vem sem se desejar mas que de alguma forma se pode aproveitar.
Tendo sentido de tudo sinto agora somente a passagem nunca o presente mas seu movimento do passado para o futuro e assim me quedo a interpretar tudo como eterno infinito.
Tenho visto de tudo mas viria certamente mais alguma coisinha,
Tenho feito de tudo mas sempre me falta algo,
Insatisfeito talvez por principio pois a satisfação séria nasce da insatisfação aceite.
Vivo outro, era papagaio, agora coruja mais tarde quem sabe águia.
A norte o frio,
Ao sul o quente
E na tangente oscilo entre o calor e o frio
E assim crio.
Pois a séria criação nasce do meio do extremo dos dois.
Se tenho que ser para viver, serei somente isto que sou actualmente.
Sou assíduo até prolífico
Do meu estado,
Da minha procura.
Deixo-me encontrá-la.
Quando a sonho num dia
Sei de mim que mais
Tarde naturalmente minha mão
Alcançará o que antes somente tocou com o pensamento.
Fica assim um espaço de tempo
Em que cesso o pensamento
E o alcanço fisicamente.
Sei de mim o suficiente agora
Para me julgar capaz,
Inevitávelmente capaz, de alcançar o que sonho.
Pois abdico de tudo para que
Em mim se instalem as forças incógnitas
Do que eu sonhei.
Voo com o tempo
E ele me leva onde tem de levar,
Assim na encruzilhada
De terra e mar
Encontro o que não procurava
Mas desejava alcançar.
No silêncio do cais
Havisto uma caravela imensa
Que se adensa com o mar,
Seu caminho.
Sonho ser um nada
Para que esse incógnito
Nada me leve a tudo
O que tenho a saber
E por consequente ser.
Portanto neste vem e vai
De angústia humana
Construo meu sonho individual de alma
Despejada do físico
Tocando no universal.
Do meu estado,
Da minha procura.
Deixo-me encontrá-la.
Quando a sonho num dia
Sei de mim que mais
Tarde naturalmente minha mão
Alcançará o que antes somente tocou com o pensamento.
Fica assim um espaço de tempo
Em que cesso o pensamento
E o alcanço fisicamente.
Sei de mim o suficiente agora
Para me julgar capaz,
Inevitávelmente capaz, de alcançar o que sonho.
Pois abdico de tudo para que
Em mim se instalem as forças incógnitas
Do que eu sonhei.
Voo com o tempo
E ele me leva onde tem de levar,
Assim na encruzilhada
De terra e mar
Encontro o que não procurava
Mas desejava alcançar.
No silêncio do cais
Havisto uma caravela imensa
Que se adensa com o mar,
Seu caminho.
Sonho ser um nada
Para que esse incógnito
Nada me leve a tudo
O que tenho a saber
E por consequente ser.
Portanto neste vem e vai
De angústia humana
Construo meu sonho individual de alma
Despejada do físico
Tocando no universal.
No fundo sinto-me um estranho à condição de ser humano,
É como se não o fosse.
Como se nunca tivesse pousado no corpo
Mas flutuado ao seu lado
Observando com curiosidade
Todos os seus movimentos,
Todas as suas atitudes e reacções, emoções e sentimentos.
É como tudo o que eu sou
É uma constante de questões
A decifrar e compreender.
Nada ocorre então sem ser ponderado ou pensado
Logo tudo o que não é desta forma controlado
É deveras indesejado.
Logo serei neurónio antes de ser sangue
Aí está a minha alienação
Do reino dos seres humanos.
Para mim eu sou uma incógnita a decifrar
Logo é como o mundo começasse e acabasse em mim
E a realidade é só uma máquina que acontece
E mexe cordalitos aqui dentro que eu tento compreender.
É como se não o fosse.
Como se nunca tivesse pousado no corpo
Mas flutuado ao seu lado
Observando com curiosidade
Todos os seus movimentos,
Todas as suas atitudes e reacções, emoções e sentimentos.
É como tudo o que eu sou
É uma constante de questões
A decifrar e compreender.
Nada ocorre então sem ser ponderado ou pensado
Logo tudo o que não é desta forma controlado
É deveras indesejado.
Logo serei neurónio antes de ser sangue
Aí está a minha alienação
Do reino dos seres humanos.
Para mim eu sou uma incógnita a decifrar
Logo é como o mundo começasse e acabasse em mim
E a realidade é só uma máquina que acontece
E mexe cordalitos aqui dentro que eu tento compreender.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
De equinócio maravilha o furo se alargou
Deixou água entrar e apagou fogo.
Logo de seguida se o tentou acordar
Mas de húmido estar havia-se ter de esperar.
Anos passou e não o havia em calor nem em luz
Escuro e frio percorria o labirinto
Com o tacto e o ouvido.
Houve então um dia em que o sol palpitou
As faces do horizonte
E olhou para a gente faminta e se deleitou
Em as oferecer sua majestade.
Depressa se evaporou o que restou
De água fria
E se recriou o fogo
Com um bocado de fantasia.
Festa nessa noite, cabrito assado
E vinho a acompanhar
A digna lua que não tardava a chegar.
A noite quente de terra a respirar
Esperou ansiosa pelo sol
Para que não cessasse
O extase novo do quente ar.
Lá de manhã já os havia ao milhar
Belos pequenos grandes
Pássaros que celebravam seu chilrear.
Adensa-se a maresia
E a dança na gente continuava sem parar
Não seria noite de dormir
Mas antes de festejar.
Vieram visitantes do longe esconderijo
Para acompanhar
Os cantos imensos que se faziam
Sentir sem cessar.
Tudo isto fez o sol manifestar,
Tudo isto pôde ele proporcionar.
Deixou água entrar e apagou fogo.
Logo de seguida se o tentou acordar
Mas de húmido estar havia-se ter de esperar.
Anos passou e não o havia em calor nem em luz
Escuro e frio percorria o labirinto
Com o tacto e o ouvido.
Houve então um dia em que o sol palpitou
As faces do horizonte
E olhou para a gente faminta e se deleitou
Em as oferecer sua majestade.
Depressa se evaporou o que restou
De água fria
E se recriou o fogo
Com um bocado de fantasia.
Festa nessa noite, cabrito assado
E vinho a acompanhar
A digna lua que não tardava a chegar.
A noite quente de terra a respirar
Esperou ansiosa pelo sol
Para que não cessasse
O extase novo do quente ar.
Lá de manhã já os havia ao milhar
Belos pequenos grandes
Pássaros que celebravam seu chilrear.
Adensa-se a maresia
E a dança na gente continuava sem parar
Não seria noite de dormir
Mas antes de festejar.
Vieram visitantes do longe esconderijo
Para acompanhar
Os cantos imensos que se faziam
Sentir sem cessar.
Tudo isto fez o sol manifestar,
Tudo isto pôde ele proporcionar.
Vou ficando, deixando-me ficar,
Que as forças estão centradas só num sitio
E só aí me pertencem,
Que as solto por aí e logo me caio sem chão onde cair.
Poço profundo criei quando só gerei vida na mente
Deixando o corpo para trás já que a realidade era demais medíocre
Para a fazer mostrar a meu corpo e olhos.
Fui mente e sou-a plenamente, só mente.
Que me venham prender e enclausurar que ainda
Terei minha mente e como a lobotomia
Foi proibida há muito estarei sempre apto a ser feliz na mente.
Espécie de corpo abrangente
Sou vários e me fico por aí
Já é bom assim, podia ser melhor,
Podia até ser pior mas como tudo,
É só assim como é.
Para mim amor é inteligência,
Logo amor é ler um grande escrito
É perceber algo, é conhecer algo, é sentir algo,
Tudo isso é amor.
Que as forças estão centradas só num sitio
E só aí me pertencem,
Que as solto por aí e logo me caio sem chão onde cair.
Poço profundo criei quando só gerei vida na mente
Deixando o corpo para trás já que a realidade era demais medíocre
Para a fazer mostrar a meu corpo e olhos.
Fui mente e sou-a plenamente, só mente.
Que me venham prender e enclausurar que ainda
Terei minha mente e como a lobotomia
Foi proibida há muito estarei sempre apto a ser feliz na mente.
Espécie de corpo abrangente
Sou vários e me fico por aí
Já é bom assim, podia ser melhor,
Podia até ser pior mas como tudo,
É só assim como é.
Para mim amor é inteligência,
Logo amor é ler um grande escrito
É perceber algo, é conhecer algo, é sentir algo,
Tudo isso é amor.
Vergonha de existir
Saber o que se tem,
Saber o que se perdeu
Mas ficou em forma de peso,
Em forma de dor física
Mas orientação mental.
Vida amaldiçoada pela salvação,
Recantos escondidos
Os que mais vejo se apropriam de mim
E eu tenho de os ser e decifrar para me
Livrar deles
Para logo noutro cair asseguir.
Noite em compasso menor,
O dia é a minha noite
E a lua e o escuro
O calor do meu feto interior.
Na noite tenho espaço para ser
O dia é para os outros.
O anoitecer teu é meu amanhecer
Aí nasce em mim aquela
Vontade de ir além
E me deixar possuir
Pelo ideal em concretização
Mental ou boémia.
Não me posso dar ao luxo de ser passivo
Senão morro esmagado pelo que já sei,
É só ir em frente com pressa de satisfazer
Este estranho Deus que me pisa a existência
Em forma de ideias e conclusões.
Quem me dera ser simples
E comum breve e passageiro
Ser que vive logo morrendo
Dando lugar a mais um
Muito semelhante a ele.
O meu segredo é a curiosidade.
O que me mata: a ignorância do mundo humano.
Saber o que se tem,
Saber o que se perdeu
Mas ficou em forma de peso,
Em forma de dor física
Mas orientação mental.
Vida amaldiçoada pela salvação,
Recantos escondidos
Os que mais vejo se apropriam de mim
E eu tenho de os ser e decifrar para me
Livrar deles
Para logo noutro cair asseguir.
Noite em compasso menor,
O dia é a minha noite
E a lua e o escuro
O calor do meu feto interior.
Na noite tenho espaço para ser
O dia é para os outros.
O anoitecer teu é meu amanhecer
Aí nasce em mim aquela
Vontade de ir além
E me deixar possuir
Pelo ideal em concretização
Mental ou boémia.
Não me posso dar ao luxo de ser passivo
Senão morro esmagado pelo que já sei,
É só ir em frente com pressa de satisfazer
Este estranho Deus que me pisa a existência
Em forma de ideias e conclusões.
Quem me dera ser simples
E comum breve e passageiro
Ser que vive logo morrendo
Dando lugar a mais um
Muito semelhante a ele.
O meu segredo é a curiosidade.
O que me mata: a ignorância do mundo humano.
Que em chamas porventura vesquisos
Se alentou meu coração em sons sobrenaturais
E esguichos dançantes que febrem qualquer corpo
Ao aconchego da procura inalcançável.
Porventura genial e até além animal é calor humano vesquiso.
Deixei-te ser quem eras
E deixas-me assim deixado.
Sei demais para me manter atento,
Sei demais para realmente conseguir,
Pois já o consigo na mente
Porventura com gente que se me avizinha
Mas não existe.
Sede de sedenta lebre que
Se aproxima é febre tenra
Da minha vacina que tenho em vista
Mas não tomo.
Que a doença vive em mim
E a cura a também tenho
Mas a deixo só á vista de ser tomada
E não aplicada.
Quero esse meu controlo
Como se fosse eu o dono
Da minha existência
E não a vida
E não o Deus que reza lá em cima.
Mundo fútil quer-me no meio dele
O mundo fútil e eu de fraco ser
Agora não me prezo em aparecer
Para mostrar meu eu,
Fujo que nem cão de rabo entre as pernas
Pois já não sou corpo
Mas só mente e essa
Nem me é deveras pertencente.
Se alentou meu coração em sons sobrenaturais
E esguichos dançantes que febrem qualquer corpo
Ao aconchego da procura inalcançável.
Porventura genial e até além animal é calor humano vesquiso.
Deixei-te ser quem eras
E deixas-me assim deixado.
Sei demais para me manter atento,
Sei demais para realmente conseguir,
Pois já o consigo na mente
Porventura com gente que se me avizinha
Mas não existe.
Sede de sedenta lebre que
Se aproxima é febre tenra
Da minha vacina que tenho em vista
Mas não tomo.
Que a doença vive em mim
E a cura a também tenho
Mas a deixo só á vista de ser tomada
E não aplicada.
Quero esse meu controlo
Como se fosse eu o dono
Da minha existência
E não a vida
E não o Deus que reza lá em cima.
Mundo fútil quer-me no meio dele
O mundo fútil e eu de fraco ser
Agora não me prezo em aparecer
Para mostrar meu eu,
Fujo que nem cão de rabo entre as pernas
Pois já não sou corpo
Mas só mente e essa
Nem me é deveras pertencente.
Piso morte e ando á deriva, procuro o que já não alcanço e alcanço o podre que nunca julguei-me pertencer.
Nunca berrei indignado com o que se ía pois estava sempre vidrado no sol que se seguiria. Sedento do novo caiu-me noite em cima e aí virei costas á noite e olhei a minha caminhada, caminhando agora para trás indo para a frente vislumbro o passado e esqueço a noite que se me virasse vislumbraria. Quem passa olha e eu sorrio cheio de vergonha pois sei que vou caminhando de costas para a noite mas na mesma para ela contemplando as pegadas antigas da minha pessoa quando esta ainda caminhava com os olhos a olhar para onde se propõe a andar.
Continuo caminho mas de costas sem ver jamais por onde passo, sem vislumbrar onde piso, poderia até por momentos me virar e por acaso ver o tanto esperado sol mas tenho medo pois já me virei muito no principio quando já caminhava de costas e sempre via escuro.
Busco agora as pegadas do passado vendo se encontro algo que me faça de novo capaz de resolver o meu presente que não confronto com os olhos.
Quando uma pessoa caminha para onde os olhos vêem sabe onde pisar e quando caga a merda fica para trás, agora se caminha de costas sem ver onde pisa concerteza tropeça mais e principalmente quando caga pisa sempre sua própria merda.
Não dá jeito andar para onde os olhos não vêem.
Nunca berrei indignado com o que se ía pois estava sempre vidrado no sol que se seguiria. Sedento do novo caiu-me noite em cima e aí virei costas á noite e olhei a minha caminhada, caminhando agora para trás indo para a frente vislumbro o passado e esqueço a noite que se me virasse vislumbraria. Quem passa olha e eu sorrio cheio de vergonha pois sei que vou caminhando de costas para a noite mas na mesma para ela contemplando as pegadas antigas da minha pessoa quando esta ainda caminhava com os olhos a olhar para onde se propõe a andar.
Continuo caminho mas de costas sem ver jamais por onde passo, sem vislumbrar onde piso, poderia até por momentos me virar e por acaso ver o tanto esperado sol mas tenho medo pois já me virei muito no principio quando já caminhava de costas e sempre via escuro.
Busco agora as pegadas do passado vendo se encontro algo que me faça de novo capaz de resolver o meu presente que não confronto com os olhos.
Quando uma pessoa caminha para onde os olhos vêem sabe onde pisar e quando caga a merda fica para trás, agora se caminha de costas sem ver onde pisa concerteza tropeça mais e principalmente quando caga pisa sempre sua própria merda.
Não dá jeito andar para onde os olhos não vêem.
Inalo o fumo da vista
E escolho outro cigarro da algibeira
Esta funda que nem saco do lixo
Requer pericia para se encontrar
O que se procura.
Deambulo que nem um preso solto
Que já não sabe o que é
Cuidar de si
E só se alia ao que manda em si.
Corpo lá anda sozinho,
A mente com brutas
Paredes de aço maciço
Só deixa ver o que não faz sofrer.
Custa a subir as escadas,
Velho por dentro
Podre mesmo de tanta vida reprimida
Sem aparente razão.
Sou aquele que não
Pede perdão mas que o sofre
Para sempre bem dentro
Do coração.
Sou aquele que se finge quem foi
Para não mostrar
O que não é
Que agora é.
Sou aquele que vive
Querendo morrer
Mas sem o querer realmente
Vive contrariado.
Sou aquele que foi
Abandonado e não querendo
Perder o que lhe foi dado
Deixou de ser quem era.
Sou aquele que hoje não é nada.
E escolho outro cigarro da algibeira
Esta funda que nem saco do lixo
Requer pericia para se encontrar
O que se procura.
Deambulo que nem um preso solto
Que já não sabe o que é
Cuidar de si
E só se alia ao que manda em si.
Corpo lá anda sozinho,
A mente com brutas
Paredes de aço maciço
Só deixa ver o que não faz sofrer.
Custa a subir as escadas,
Velho por dentro
Podre mesmo de tanta vida reprimida
Sem aparente razão.
Sou aquele que não
Pede perdão mas que o sofre
Para sempre bem dentro
Do coração.
Sou aquele que se finge quem foi
Para não mostrar
O que não é
Que agora é.
Sou aquele que vive
Querendo morrer
Mas sem o querer realmente
Vive contrariado.
Sou aquele que foi
Abandonado e não querendo
Perder o que lhe foi dado
Deixou de ser quem era.
Sou aquele que hoje não é nada.
Ficaste séria com o que te disse
E pensei ser passageiro.
Lembraste-te da noite e ainda era dia,
Deitaste teu corpo no chão
E comeste em vão o que te aborrecia.
Nunca mais foste a mesma
Morrias ao andar
E saltavas ao dormir
Deturpaste o sentir,
Queimaste a aura que te liga ás pessoas
E choraste a minha despedida.
E pensei ser passageiro.
Lembraste-te da noite e ainda era dia,
Deitaste teu corpo no chão
E comeste em vão o que te aborrecia.
Nunca mais foste a mesma
Morrias ao andar
E saltavas ao dormir
Deturpaste o sentir,
Queimaste a aura que te liga ás pessoas
E choraste a minha despedida.
Da calma nasce a alma
Do esforço o seu transporte.
Ser total é compreender
Certas fases da vida
Em total dedicação a uma só parte de cada vez.
A alma – o espiritual/transcendental
O intelecto – a inteligência racional
O corpo – força e resistência
A emoção – o afecto e o amor.
Penso que são estas 4 áreas totais
Que desenvolvidas cada uma á parte intensamente
Juntas formarão um Deus
Com pés e coração humanos.
Do esforço o seu transporte.
Ser total é compreender
Certas fases da vida
Em total dedicação a uma só parte de cada vez.
A alma – o espiritual/transcendental
O intelecto – a inteligência racional
O corpo – força e resistência
A emoção – o afecto e o amor.
Penso que são estas 4 áreas totais
Que desenvolvidas cada uma á parte intensamente
Juntas formarão um Deus
Com pés e coração humanos.
Proponho-me agora a reconhecer-te as virtudes para que me digas as minhas e nisto eu me isolo no fundo de mim mesmo trazendo a âncora que me deixa à tanto encalhado nesta sombria tempestade. Dando-te a mão em seguida e um olhar terno e um fenomenal silêncio que tu agradeces humedecendo os lábios e os olhos.
Conheci-te á pouco e já por ti estou apaixonado, sangrei assim todo o meu ódio de imediato substituindo-o por “sim’s” que rebentam com toda e qualquer barreira que fica por aí parada que nem velho abatido em ressaca de guerra desamparada.
Perco-me aqui na areia com o som ensurdecedor do mar – há que gritar: “vós incessantes ondas, vosso movimento de trás para a frente deixa-me zonzo e mal disposto, parai para mim e só para mim, para os outros continuai mas para mim parai!”
Mas as ondas lá continuam a ir e a vir, a ir e a vir, não se cansam, não se afligem, continuam, não pensam 2 vezes nem sequer 1 vez! Continuam.
Gostaria de te conhecer à milénios e como consequência disso fazer amor aqui diante do sol, do mar, da areia, do calor e diante dessa gente toda que finge viver. Faríamos um amor agora dengoso, quente e carinhoso. Pedíamos ao universo para nos acompanhar embora reparássemos que já ele nos andava ás cavalitas.
Beijos e corpos besuntados de suor e amor e areia se amansam e averiguam caminhos mais prazeirosos para a união destes dois corpos que juntos, se belos, formam um ser perfeito e mais que humano, um ser de concorrência divina, um Deus.
Ai querida teu cheiro e pele calam-me as sirenes intelectuais, deixando-me ser humano uma vez mais. Teu jeito feminino minha gramática do espiritual na terra, a arte de pedir ou rejeitar observo-a em ti. Tenho calores de te ver pronunciar certas palavras, jeitos de olhar e de boca, fico doido e selvagem, quente e atento em ti e em mim, de momento só isto me interessa.
O mundo que caia redondo no chão, este momento é para sempre: quente.
Conheci-te á pouco e já por ti estou apaixonado, sangrei assim todo o meu ódio de imediato substituindo-o por “sim’s” que rebentam com toda e qualquer barreira que fica por aí parada que nem velho abatido em ressaca de guerra desamparada.
Perco-me aqui na areia com o som ensurdecedor do mar – há que gritar: “vós incessantes ondas, vosso movimento de trás para a frente deixa-me zonzo e mal disposto, parai para mim e só para mim, para os outros continuai mas para mim parai!”
Mas as ondas lá continuam a ir e a vir, a ir e a vir, não se cansam, não se afligem, continuam, não pensam 2 vezes nem sequer 1 vez! Continuam.
Gostaria de te conhecer à milénios e como consequência disso fazer amor aqui diante do sol, do mar, da areia, do calor e diante dessa gente toda que finge viver. Faríamos um amor agora dengoso, quente e carinhoso. Pedíamos ao universo para nos acompanhar embora reparássemos que já ele nos andava ás cavalitas.
Beijos e corpos besuntados de suor e amor e areia se amansam e averiguam caminhos mais prazeirosos para a união destes dois corpos que juntos, se belos, formam um ser perfeito e mais que humano, um ser de concorrência divina, um Deus.
Ai querida teu cheiro e pele calam-me as sirenes intelectuais, deixando-me ser humano uma vez mais. Teu jeito feminino minha gramática do espiritual na terra, a arte de pedir ou rejeitar observo-a em ti. Tenho calores de te ver pronunciar certas palavras, jeitos de olhar e de boca, fico doido e selvagem, quente e atento em ti e em mim, de momento só isto me interessa.
O mundo que caia redondo no chão, este momento é para sempre: quente.
O vento sopra a vida
Muda o coração se fecha
Em solidão a lágrima quer sair mas não sai.
Provém daquilo que falámos à pouco,
Sabendo que é ferro o que nós colhemos
Corri água pelo planalto acima,
Antes ela descia.
Não cai mas se estica, não morre mas se expande,
Carece e fica come a própria língua com fome e sede
Sem alcance parecer a vida.
Mexer mundo, mexer vida,
Salta-me a barriga de mim e anda por aí,
Assim sou agora deveras magro, sem fontes,
Leve para poder transportar mais facilmente,
Recorro á mente, invoco o pensamento
E sento-me então acolhedoramente no chão.
Quem ficou secou e quem foi se eliminou.
O vento levou a poeira e com ela voei eu também
Por erro ou pelo acaso fui e voei.
Confuso no meu discernimento acabei acabando
A minha obra em pedra ficou e então me lancei para o vento
Para ser simultâneamente quem vai e quem fica.
Sendo tudo abdiquei de ser coisas para ser um nada
Que me permite ser tudo experimentando, evoluindo
Ficando um pouco e depois seguindo.
Por vezes podia morrer pela simples consciência
Do sofrimento que me atravessa a mente.
Vida tem sofrimento, mas este tem de ser abraçado
E aí assim de suas mãos escondidas nas costas
As trás à luz dos meus olhos e surgem-lhe
Nas mãos presentes e abraços,
Cortejos e canções,
Festas e multidões.
Muda o coração se fecha
Em solidão a lágrima quer sair mas não sai.
Provém daquilo que falámos à pouco,
Sabendo que é ferro o que nós colhemos
Corri água pelo planalto acima,
Antes ela descia.
Não cai mas se estica, não morre mas se expande,
Carece e fica come a própria língua com fome e sede
Sem alcance parecer a vida.
Mexer mundo, mexer vida,
Salta-me a barriga de mim e anda por aí,
Assim sou agora deveras magro, sem fontes,
Leve para poder transportar mais facilmente,
Recorro á mente, invoco o pensamento
E sento-me então acolhedoramente no chão.
Quem ficou secou e quem foi se eliminou.
O vento levou a poeira e com ela voei eu também
Por erro ou pelo acaso fui e voei.
Confuso no meu discernimento acabei acabando
A minha obra em pedra ficou e então me lancei para o vento
Para ser simultâneamente quem vai e quem fica.
Sendo tudo abdiquei de ser coisas para ser um nada
Que me permite ser tudo experimentando, evoluindo
Ficando um pouco e depois seguindo.
Por vezes podia morrer pela simples consciência
Do sofrimento que me atravessa a mente.
Vida tem sofrimento, mas este tem de ser abraçado
E aí assim de suas mãos escondidas nas costas
As trás à luz dos meus olhos e surgem-lhe
Nas mãos presentes e abraços,
Cortejos e canções,
Festas e multidões.
De tocada pela lua não tens muito,
Pelo céu talvez
Mas no sol aí te elaboras
Como deusa da minha existência onírica.
Céu, nuvens, mar, areia,
Precipício e vegetação
Tudo isto a escrever
Com um cigarro na mão esquerda
Caneta na direita e
Uma cervejinha à espreita.
Não me estás longe,
Talvez longe no material
Mas em mim existes
Por completo todo o dia
A toda a hora.
Perdi-me ao te conhecer
E evaporaste-te em 2 adeus.
Que é de mim?
Fico aqui que nem cão abandonado
Que nem triste frustrado
De não ter agarrado
Quem me agarrou a mente.
Lanças feridas já sem bico no fim,
Não penetram, só magoam
Quem assisti e quase abracei
Depois de ti.
Aprendi a viver sem estar aqui
E nisso me tornei surpreendente e invulgar.
Carente inércia que me presta a reconhecer
Que daí não me consegui levantar e recomeçar
Que por aí fiquei sem forças a rastejar.
Mas continuo minha raça
Mesmo sem ti.
Tem de haver um fim
E eu quero vê-lo assim
Mesmo que sem ti.
Pelo céu talvez
Mas no sol aí te elaboras
Como deusa da minha existência onírica.
Céu, nuvens, mar, areia,
Precipício e vegetação
Tudo isto a escrever
Com um cigarro na mão esquerda
Caneta na direita e
Uma cervejinha à espreita.
Não me estás longe,
Talvez longe no material
Mas em mim existes
Por completo todo o dia
A toda a hora.
Perdi-me ao te conhecer
E evaporaste-te em 2 adeus.
Que é de mim?
Fico aqui que nem cão abandonado
Que nem triste frustrado
De não ter agarrado
Quem me agarrou a mente.
Lanças feridas já sem bico no fim,
Não penetram, só magoam
Quem assisti e quase abracei
Depois de ti.
Aprendi a viver sem estar aqui
E nisso me tornei surpreendente e invulgar.
Carente inércia que me presta a reconhecer
Que daí não me consegui levantar e recomeçar
Que por aí fiquei sem forças a rastejar.
Mas continuo minha raça
Mesmo sem ti.
Tem de haver um fim
E eu quero vê-lo assim
Mesmo que sem ti.
Asterisco quebrado por entre sombras e lingotes de carvalho empobrecido pelo fumo pestilento dos narizes alarmados de quem de sangue fez grandes estruturas e de alma dinheiro.
Terra besuntada de whisky e petróleo, flores castanhas e cinzentas fruto das expirações dos carros que transportam pessoas do lar para o trabalho, para as compras e de novo para o lar, a bela espiral de vida quotidiana de escravo ocidental rende-se à vida fingindo-se vivo encontrando sorrisos nas prateleiras compra-os e depois os usa como forma de não ser e adiar esse dever até não mais o haver.
Terra besuntada de whisky e petróleo, flores castanhas e cinzentas fruto das expirações dos carros que transportam pessoas do lar para o trabalho, para as compras e de novo para o lar, a bela espiral de vida quotidiana de escravo ocidental rende-se à vida fingindo-se vivo encontrando sorrisos nas prateleiras compra-os e depois os usa como forma de não ser e adiar esse dever até não mais o haver.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cega,
Cega cabra és tu
Sua cabra!
Que há de sair de ti
Senão um grito de angústia
Dissimulado em sexo?
Cabra cega,
Cega tu cabra!
Não vês que assim não és mulher?
Cabra tu, cabra cega!
Fecha-te em casa e
Mete-te em depressão
Consome a tua própria lentidão
E descobre o teu eu de mão dáda
Com a mulher natural que deves ser.
Depois é só trazê-la cá para fora.
Cega cabra és tu
Sua cabra!
Que há de sair de ti
Senão um grito de angústia
Dissimulado em sexo?
Cabra cega,
Cega tu cabra!
Não vês que assim não és mulher?
Cabra tu, cabra cega!
Fecha-te em casa e
Mete-te em depressão
Consome a tua própria lentidão
E descobre o teu eu de mão dáda
Com a mulher natural que deves ser.
Depois é só trazê-la cá para fora.
Um grande artista é como um universo.
Existe sem fim no mundo,
Tudo é sentido
E observado
Tudo é importante e intenso.
Expandir-se a ordem
Não há não nem fim
Só ir e ser.
O ideal é não ter nada
Que o agarre ao mundo exterior
E aí está o seu naufrágio de força vital
Para ter vida comum.
Dá-se ao mental perde o corpo
E o selvagem de ser humano animal.
É duro mas dá frutos.
Existe sem fim no mundo,
Tudo é sentido
E observado
Tudo é importante e intenso.
Expandir-se a ordem
Não há não nem fim
Só ir e ser.
O ideal é não ter nada
Que o agarre ao mundo exterior
E aí está o seu naufrágio de força vital
Para ter vida comum.
Dá-se ao mental perde o corpo
E o selvagem de ser humano animal.
É duro mas dá frutos.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A ausência é o meu mundo.
O não sentir nada
E o ver o nada
E o que se vê
Com o nada na mente.
Espécie de calma abrangente
Fica
E vai ficando
O meu mundo isolado deste
Num encontro estridente
Mas sem êxtase.
Acontece somente
E eu não o penso
Cientificamente.
É naturalmente
Como tudo o que existe
Fruto da lei universal.
É a minha meditação ocidental.
O não sentir nada
E o ver o nada
E o que se vê
Com o nada na mente.
Espécie de calma abrangente
Fica
E vai ficando
O meu mundo isolado deste
Num encontro estridente
Mas sem êxtase.
Acontece somente
E eu não o penso
Cientificamente.
É naturalmente
Como tudo o que existe
Fruto da lei universal.
É a minha meditação ocidental.
Continua a batalha
Como se viver fosse uma guerra,
É que se a fosse realmente
Eu lutaria com forças em frente
Mas nem isso
É uma guerra dissimulada em sorrisos e gestos educados.
Ai que me cansa esta ideia
Que ser é ser algo que se veste e pensa
Como se não houvesse alma,
O que vês é o que interessa!
Mas como?
Que tristeza viver assim.
Eu que sofro desde que nasci
Sou bem mais feliz que vocemecês
Que estão sempre a sorrir e que são tão prestáveis...
Para quê?
Para morrerem sem saberem
O que aqui tiveram a fazer?
Porra, é que tanta alma boa e inteligente
Se deixa levar por este coeficiente
Insuficiente!
Não se deixem levar irmãos
Escolham-se a si e pensem que o de resto
É demais para o começo da vida.
Vão então conhecer o inferno primeiro
E depois o céu aqui,
Aqui na terra meu irmão.
Como se viver fosse uma guerra,
É que se a fosse realmente
Eu lutaria com forças em frente
Mas nem isso
É uma guerra dissimulada em sorrisos e gestos educados.
Ai que me cansa esta ideia
Que ser é ser algo que se veste e pensa
Como se não houvesse alma,
O que vês é o que interessa!
Mas como?
Que tristeza viver assim.
Eu que sofro desde que nasci
Sou bem mais feliz que vocemecês
Que estão sempre a sorrir e que são tão prestáveis...
Para quê?
Para morrerem sem saberem
O que aqui tiveram a fazer?
Porra, é que tanta alma boa e inteligente
Se deixa levar por este coeficiente
Insuficiente!
Não se deixem levar irmãos
Escolham-se a si e pensem que o de resto
É demais para o começo da vida.
Vão então conhecer o inferno primeiro
E depois o céu aqui,
Aqui na terra meu irmão.
Ter-te pessanha, desfigurada
Não me ajudaria a suportar
Minha ideia de vida.
Esta é demais pesada para suportar sozinho.
Quero-te firme e hirta
Mas mole e quente
Simultâneamente
Como uma mulher sabe ser
Naturalmente.
Adversa a procura
Na mesma chego a ti porque
És o que anseio por ver.
Deixa-me tocar-te
E toca-me também
Quando assim o desejares
E me queiras satisfazer.
Porque na verdade
Temos o mundo a nossos pés quando nos tocamos,
O mundo é só o mundo pequeno e fraco aos nossos pés
Quando nos beijamos.
Falo do mundo meus amigos
Não do Universo ou Natureza
Esses são sempre Deuses a respeitar e ter em conta.
Fervo contigo, és-me demais para os meus canais abertos
Para absorver e criar mas demais abertos para amar.
Há um contra-ponto ao sensivel,
Este tanto é criança magoada
Quanto demónio.
Os dois podem sair ou entrar nesta mente que se deixa ser,
Pode-se então tornar perigoso este espaço em meu redor
Se tiveres por perto minha querida.
Miúda, miúdinha,
Mulher, mulherzinha,
Que calor e criação emanas
Por olhos ou sorrisos inerentes
Ao teu papel na existência.
Só há a vida e tu e afecto e carinho
O resto são sussurros que chegam a ti sozinho.
Não me ajudaria a suportar
Minha ideia de vida.
Esta é demais pesada para suportar sozinho.
Quero-te firme e hirta
Mas mole e quente
Simultâneamente
Como uma mulher sabe ser
Naturalmente.
Adversa a procura
Na mesma chego a ti porque
És o que anseio por ver.
Deixa-me tocar-te
E toca-me também
Quando assim o desejares
E me queiras satisfazer.
Porque na verdade
Temos o mundo a nossos pés quando nos tocamos,
O mundo é só o mundo pequeno e fraco aos nossos pés
Quando nos beijamos.
Falo do mundo meus amigos
Não do Universo ou Natureza
Esses são sempre Deuses a respeitar e ter em conta.
Fervo contigo, és-me demais para os meus canais abertos
Para absorver e criar mas demais abertos para amar.
Há um contra-ponto ao sensivel,
Este tanto é criança magoada
Quanto demónio.
Os dois podem sair ou entrar nesta mente que se deixa ser,
Pode-se então tornar perigoso este espaço em meu redor
Se tiveres por perto minha querida.
Miúda, miúdinha,
Mulher, mulherzinha,
Que calor e criação emanas
Por olhos ou sorrisos inerentes
Ao teu papel na existência.
Só há a vida e tu e afecto e carinho
O resto são sussurros que chegam a ti sozinho.
A salvação e a maldição do artista reside na sua criança magoada
Que ou por ele ou por outros foi magoada e anexada
Num local escuro donde raramente tem o privilégio de sair.
O artista espicaça ou abraça a sua criança
Cada vez que cria ou quer criar.
Se a espicaça a sua arte não transporta em si nenhuma salvação,
Se a abraça então a sua arte contém em si
Nitida ou entre-linhas salvação.
Este último artista procura a salvação dessa criança.
Cada vez que cria a abraça mais perto
A coloca mais perto da luz do dia.
Este artista tem uma forte vontade e necessidade
De fecundar o mundo e se encontrar com a vida em si,
Portanto cria como passatempo
Como necessidade
De se salvar a si mesmo.
Este artista sabe que a realidade alheia
Que não lhe fornece afecto ou informação útil
Ao seu projecto não é a sua realidade pessoal
Entre si e a vida.
Portanto não é importante o que lhe rodeia
Só o que lhe toca ou ele quer tocar.
Assim ele vai criar até ter á frente dos olhos do consciente
A sua bela e ansiosa criança que há tanto ansiava por ver.
Quando a vir então, não mais precisará de criar
Mas só vê-la a andar e saltitar pela vida que ele acabou por criar.
Aí será feliz, aí será livre,
Aí fará as pazes com o mundo, a morte, o universo,
Porque conquistou o poder da vida em si nele mesmo.
Que ou por ele ou por outros foi magoada e anexada
Num local escuro donde raramente tem o privilégio de sair.
O artista espicaça ou abraça a sua criança
Cada vez que cria ou quer criar.
Se a espicaça a sua arte não transporta em si nenhuma salvação,
Se a abraça então a sua arte contém em si
Nitida ou entre-linhas salvação.
Este último artista procura a salvação dessa criança.
Cada vez que cria a abraça mais perto
A coloca mais perto da luz do dia.
Este artista tem uma forte vontade e necessidade
De fecundar o mundo e se encontrar com a vida em si,
Portanto cria como passatempo
Como necessidade
De se salvar a si mesmo.
Este artista sabe que a realidade alheia
Que não lhe fornece afecto ou informação útil
Ao seu projecto não é a sua realidade pessoal
Entre si e a vida.
Portanto não é importante o que lhe rodeia
Só o que lhe toca ou ele quer tocar.
Assim ele vai criar até ter á frente dos olhos do consciente
A sua bela e ansiosa criança que há tanto ansiava por ver.
Quando a vir então, não mais precisará de criar
Mas só vê-la a andar e saltitar pela vida que ele acabou por criar.
Aí será feliz, aí será livre,
Aí fará as pazes com o mundo, a morte, o universo,
Porque conquistou o poder da vida em si nele mesmo.
A viola, a música
Salva-me do peso da individualidade.
Usando a boca e o corpo
Cuspo a minha pessoa para vós
Pois eu não tenho que aguentar
Tudo aquilo que penso.
A poesia, a escrita
É uma arte muito pesada
Muito de sacrifício
E nisso a música ajuda a largar para o ar
O que está cá dentro.
Fico assim mais leve e lento,
Calmo por dentro
Porque finalmente me permito
Estar calmo para fora.
Salva-me do peso da individualidade.
Usando a boca e o corpo
Cuspo a minha pessoa para vós
Pois eu não tenho que aguentar
Tudo aquilo que penso.
A poesia, a escrita
É uma arte muito pesada
Muito de sacrifício
E nisso a música ajuda a largar para o ar
O que está cá dentro.
Fico assim mais leve e lento,
Calmo por dentro
Porque finalmente me permito
Estar calmo para fora.
Muito delicado é este estado
De êxtase intelectual.
Tanta ideia ou conclusão
Parecendo certa ou adequada ao espaço nela envolvente,
Pareço criar um DNA dum sentimento.
Um quanto cresce a amplitude
Da mente com o cansaço,
O alcóol ou a ressaca,
Fico mais perto do que quero,
Aquele estado com um pé no real
E outro na transcendente ideia da mente.
A realidade nunca me preocupou muito,
O que eles são o que as coisas fazem no mundo da cidade
É para mim matéria que bem misturada
Cria ideias e verdades
(Talvez) passageiras.
A vida real para a qual nasci
Não está de acordo com o que eu considero vida,
Logo vivo essa vida ideal na mente e agora
Pareço começar a transpor naturalmente
Essa vida ideal para a vida no real
O que me parece bem conseguido.
A mente, meu mundo da mente,
Sempre foi a minha casa natal
O local onde podia brincar e ser
Sem consciência ou gravidade.
É o meu mundo
Aquele por mim criado,
Aquele para mim que devia ser a realidade.
Mas não é.
Hoje não me chateio com isso,
Porque na verdade o mundo
Cá de fora é de todos
E eu quero um só meu.
Tenho muito que resolver na minha mente,
Tenho muito que pensar e compreender,
Evoluir no fundo é a minha vontade,
Como pessoa, como alma,
Saber até onde posso chegar
Com esta minha existência.
Nisto tenho que ter cuidado com a realidade,
Porque esta salpica com tinta
Não desejada
O meu castelo de pedra
A ser construido com calma,
Sem ganância ou incoerencia.
É muito perigoso o poder
De persuasão do mundo real,
Principalmente para mim
Que levo uma criança
Carente e simples ás costas.
Tenho que a controlar
E explicar que eu é que a levo ao céu
E não o mundo lá fora.
Mas ela não compreende a minha ambição
E fala numa lingua infantil o seu grito de carência.
Para mim esse grito
Também já não me diz nada,
Sinto que os dois podemos ir juntos
E triunfar sós.
Ela grita carência e só quer amor,
Eu grito que esse só quero encontrar e ter
Quando o terreno á volta for propício
A que o amor cresça sem intercepções
Alheias e indesejadas.
Vivo neste conflito constante,
Louco em parte mas consciente
Dessa mesma loucura.
De êxtase intelectual.
Tanta ideia ou conclusão
Parecendo certa ou adequada ao espaço nela envolvente,
Pareço criar um DNA dum sentimento.
Um quanto cresce a amplitude
Da mente com o cansaço,
O alcóol ou a ressaca,
Fico mais perto do que quero,
Aquele estado com um pé no real
E outro na transcendente ideia da mente.
A realidade nunca me preocupou muito,
O que eles são o que as coisas fazem no mundo da cidade
É para mim matéria que bem misturada
Cria ideias e verdades
(Talvez) passageiras.
A vida real para a qual nasci
Não está de acordo com o que eu considero vida,
Logo vivo essa vida ideal na mente e agora
Pareço começar a transpor naturalmente
Essa vida ideal para a vida no real
O que me parece bem conseguido.
A mente, meu mundo da mente,
Sempre foi a minha casa natal
O local onde podia brincar e ser
Sem consciência ou gravidade.
É o meu mundo
Aquele por mim criado,
Aquele para mim que devia ser a realidade.
Mas não é.
Hoje não me chateio com isso,
Porque na verdade o mundo
Cá de fora é de todos
E eu quero um só meu.
Tenho muito que resolver na minha mente,
Tenho muito que pensar e compreender,
Evoluir no fundo é a minha vontade,
Como pessoa, como alma,
Saber até onde posso chegar
Com esta minha existência.
Nisto tenho que ter cuidado com a realidade,
Porque esta salpica com tinta
Não desejada
O meu castelo de pedra
A ser construido com calma,
Sem ganância ou incoerencia.
É muito perigoso o poder
De persuasão do mundo real,
Principalmente para mim
Que levo uma criança
Carente e simples ás costas.
Tenho que a controlar
E explicar que eu é que a levo ao céu
E não o mundo lá fora.
Mas ela não compreende a minha ambição
E fala numa lingua infantil o seu grito de carência.
Para mim esse grito
Também já não me diz nada,
Sinto que os dois podemos ir juntos
E triunfar sós.
Ela grita carência e só quer amor,
Eu grito que esse só quero encontrar e ter
Quando o terreno á volta for propício
A que o amor cresça sem intercepções
Alheias e indesejadas.
Vivo neste conflito constante,
Louco em parte mas consciente
Dessa mesma loucura.
Passam ideias e vontades,
Mentes e verdades pela minha cabeça
E eu sou-as a todas em pleno.
Agora sou o que estou a ser
Daqui a 5 minutos
Posso estar a morrer
E mais 2 minutos
Com o mundo em mim
Num enorme sorriso.
Mas não digas o que sou,
Não penses que eu sou algo ou alguém,
Não me esfregues isso na cara
Pois não gosto.
O que estás a dizer que eu sou
É o que tu queres que eu seja
Para ti neste momento,
Para tranquilamente arrumares minha junção de corpo e fala
Numa gaveta da tua mente.
Mas eu de lá sairei certamente,
Se me vires amanha ou para a semana.
Sabes, eu não sou de ficar,
Sou mais de ir,
Um ir que nem profundo é,
Mas leve, leve de consciência
É só vontade e ausência.
Vou porque já fiquei e não gostei.
Quando fico um pouco
A minha parte mais carente,
Encarrega-se imediatamente de criar raízes.
Então o meu eu de desejo e
Consequente do confronto
Do que fui e quero ser,
Corta-as determinadamente
Ou foge enquanto
Estas ainda estão verdes e miudinhas.
Gostaria de ficar,
Não sou forte,
Sou carente
Mas mesmo assim não posso ficar num terreno
Em que não acredito,
Criando raízes que rapidamente
Se tornam varizes e a mente
Um lago de mentiras e forçosos sorrisos.
Aprendi a guardar a minha carência
Cá dentro
E só mostrá-la a quem não a pese,
Penso que assim me tornei forte.
Mentes e verdades pela minha cabeça
E eu sou-as a todas em pleno.
Agora sou o que estou a ser
Daqui a 5 minutos
Posso estar a morrer
E mais 2 minutos
Com o mundo em mim
Num enorme sorriso.
Mas não digas o que sou,
Não penses que eu sou algo ou alguém,
Não me esfregues isso na cara
Pois não gosto.
O que estás a dizer que eu sou
É o que tu queres que eu seja
Para ti neste momento,
Para tranquilamente arrumares minha junção de corpo e fala
Numa gaveta da tua mente.
Mas eu de lá sairei certamente,
Se me vires amanha ou para a semana.
Sabes, eu não sou de ficar,
Sou mais de ir,
Um ir que nem profundo é,
Mas leve, leve de consciência
É só vontade e ausência.
Vou porque já fiquei e não gostei.
Quando fico um pouco
A minha parte mais carente,
Encarrega-se imediatamente de criar raízes.
Então o meu eu de desejo e
Consequente do confronto
Do que fui e quero ser,
Corta-as determinadamente
Ou foge enquanto
Estas ainda estão verdes e miudinhas.
Gostaria de ficar,
Não sou forte,
Sou carente
Mas mesmo assim não posso ficar num terreno
Em que não acredito,
Criando raízes que rapidamente
Se tornam varizes e a mente
Um lago de mentiras e forçosos sorrisos.
Aprendi a guardar a minha carência
Cá dentro
E só mostrá-la a quem não a pese,
Penso que assim me tornei forte.
Sou tudo o que desejo ser.
Tudo o que desejo no momento do presente
No futuro se inpregna em mim.
É maravilhoso
É toda a base da minha filosofia de vida
Evoluir e conhecer.
O resto pouco me interessa
São só barreiras a trespassar
Para que o meu sonho vigente á ideia de ser alguém
Se concretize num futuro próximo,
Para que logo asseguir venha outro desejo
Outra vontade
Outra ambição de ser.
Vivo para mim,
Sou um belo exemplo de egoismo nato.
Tanta batalha passada por resolver
Acabo vivendo do passado,
Resolvendo-o pelas forças do presente.
Sou quem sonho e vou sendo
Nunca ficando num só ser
Ambicionando sempre um novo
Que me ensine algo de mais novo a viver
Para completar esta ânsia
De conseguir existir no máximo possivel
De ideias e pessoas e personagens.
Ser outro
Sendo o eu profundo aquele que orienta e espicaça
O outro a caminhar para o centro do ideial
Do eu que fica sábio observando as pisadas
Do eu que pisa o real.
Tenho um todo universo
Cá dentro
Nem preciso deste mundo
Ou de ofertas que não peça.
Vivo de mim para mim
Sentindo a vida como
Algo artistico e divino.
Por vezes penso que nem precisava
Deste mundo á minha volta da realidade civilizacional,
O meu eu já reuniu tanta e qualquer informação
E emoção que podia ficar séculos a escrever
E a pensar suas milhões de possibilidades
E acasalamentos,
Entre sentimentos e passados meus
E de tanta gente.
Pois sim, vivo não só em mim.
Somos todos para mim
Um universo controlado pelo meu eu intelectual
Que se diverte em viver em algo
Que nem carimbo de real tem.
É só um divertimento meu
Este de imaginar e pensar tudo sobre
A essência do humano e da natureza
Da vida em si portanto.
Penso sobre tudo isto e nisso sou feliz
Porque compreendo e vejo tudo
De belo e incrível e estupido também
De toda mas mesmo toda a existência
Que houve, que há e que há-de haver.
Tudo o que desejo no momento do presente
No futuro se inpregna em mim.
É maravilhoso
É toda a base da minha filosofia de vida
Evoluir e conhecer.
O resto pouco me interessa
São só barreiras a trespassar
Para que o meu sonho vigente á ideia de ser alguém
Se concretize num futuro próximo,
Para que logo asseguir venha outro desejo
Outra vontade
Outra ambição de ser.
Vivo para mim,
Sou um belo exemplo de egoismo nato.
Tanta batalha passada por resolver
Acabo vivendo do passado,
Resolvendo-o pelas forças do presente.
Sou quem sonho e vou sendo
Nunca ficando num só ser
Ambicionando sempre um novo
Que me ensine algo de mais novo a viver
Para completar esta ânsia
De conseguir existir no máximo possivel
De ideias e pessoas e personagens.
Ser outro
Sendo o eu profundo aquele que orienta e espicaça
O outro a caminhar para o centro do ideial
Do eu que fica sábio observando as pisadas
Do eu que pisa o real.
Tenho um todo universo
Cá dentro
Nem preciso deste mundo
Ou de ofertas que não peça.
Vivo de mim para mim
Sentindo a vida como
Algo artistico e divino.
Por vezes penso que nem precisava
Deste mundo á minha volta da realidade civilizacional,
O meu eu já reuniu tanta e qualquer informação
E emoção que podia ficar séculos a escrever
E a pensar suas milhões de possibilidades
E acasalamentos,
Entre sentimentos e passados meus
E de tanta gente.
Pois sim, vivo não só em mim.
Somos todos para mim
Um universo controlado pelo meu eu intelectual
Que se diverte em viver em algo
Que nem carimbo de real tem.
É só um divertimento meu
Este de imaginar e pensar tudo sobre
A essência do humano e da natureza
Da vida em si portanto.
Penso sobre tudo isto e nisso sou feliz
Porque compreendo e vejo tudo
De belo e incrível e estupido também
De toda mas mesmo toda a existência
Que houve, que há e que há-de haver.
Não, conciliar coisas para mim
É quase impossivel.
Tenho 1001 sonhos por minuto
E cada tempo que passa
Aparece e desaparece sempre mais um.
Tenho de estar atento ao mundo em redor,
Não me posso alienar
Só se me centrando bem no meu mundo interior.
Almas essas que anseio por conhecer,
Escondem-se por entre grupos
De moscas em forma humana.
Só quero individuos,
Tirem-me grupos da frente
Detesto grupos,
Essas mini-instituições
Em forma de sorriso e fraqueza.
Individuos,
Esses mesmos individuos
Que me fazem
Acalmar o meu próprio individuo
Nascendo-lhe uma vez mais a esperança
Em seres viventes e luz de vida
Não reprimida em almas
Que simplesmente abdicaram do medo.
Detesto humanos no geral hoje em dia,
Porque a maioria não é,
Só me interessa aqueles que deixaram de ser uma figura
Para carregarem em si a chama da existência.
É quase impossivel.
Tenho 1001 sonhos por minuto
E cada tempo que passa
Aparece e desaparece sempre mais um.
Tenho de estar atento ao mundo em redor,
Não me posso alienar
Só se me centrando bem no meu mundo interior.
Almas essas que anseio por conhecer,
Escondem-se por entre grupos
De moscas em forma humana.
Só quero individuos,
Tirem-me grupos da frente
Detesto grupos,
Essas mini-instituições
Em forma de sorriso e fraqueza.
Individuos,
Esses mesmos individuos
Que me fazem
Acalmar o meu próprio individuo
Nascendo-lhe uma vez mais a esperança
Em seres viventes e luz de vida
Não reprimida em almas
Que simplesmente abdicaram do medo.
Detesto humanos no geral hoje em dia,
Porque a maioria não é,
Só me interessa aqueles que deixaram de ser uma figura
Para carregarem em si a chama da existência.
O puritanismo não é bom, a ideia de mal também não.
O puritanismo cansa-me, essa sua ideia que faço mal em beber uma cerveja e bem em fazer desporto.
A mente é uma enorme bomba de raciocínio e se esta foi acordada e imensamente estimulada desde a consciência então a droga é uma maneira de compreender a mente e ir aparafusando e desaparafusando parafusos até se estar como se quer ser alternando entre o sóbrio e o “alterado” vai-se metendo as partes da mente em contacto acabando este contacto, se sereno e voluntário, por se tornar harmonioso e aí, só aí a droga deixa de fazer sentido naturalmente para o próprio que a consome.
A droga é para ser usada de forma produtiva, criativa,
se assim for, por vontade própria e consciência própria e responsabilidade própria a droga é realmente útil ao entendimento da vida e de nós próprios.
Depois deste entendimento então podemos realmente nos decidir a viver a nossa própria vida.
Essa para mim é a razão de neste momento achar a droga/alcóol algo de recreativo e produtivo para a descoberta de nós próprios.
O crucial também a meu ver é que tem de haver aceitação deste factor de se usar a droga por vontade e responsabilidade própria e não ter qualquer culpabilidade ou vitimização, porque aí duma maneira ou doutra será uma fuga ao benéfico poder da alteração da mente.
A questão da fuga também é importante, é essencial a fuga, esta é necessária para controlar o que queremos ou não pensar e tratar.
O cérebro é uma máquina de absorção de informação então retém muita informação indesejada para quem pensa e se quer centrado em si.
Factores como a publicidade e hábitos de familia e heredetariedade que se quer por um pouco de parte por momentos para que o que está mais fundo na mente vir ao de cima para que o consciente o veja e compreenda melhor.
É essencial meter essas distracções de lado por momentos para conseguirmos trazer um pouco do nosso intimo aos nossos olhos, senão estão sempre dissimulados pelo hábito e o quotidiano e o comum normal.
Assim pode-se até dizer com uma ponta de humor que quem usa a droga de forma a se descobrir e se centrar não está a fugir mas sim á procura de existir.
O puritanismo cansa-me, essa sua ideia que faço mal em beber uma cerveja e bem em fazer desporto.
A mente é uma enorme bomba de raciocínio e se esta foi acordada e imensamente estimulada desde a consciência então a droga é uma maneira de compreender a mente e ir aparafusando e desaparafusando parafusos até se estar como se quer ser alternando entre o sóbrio e o “alterado” vai-se metendo as partes da mente em contacto acabando este contacto, se sereno e voluntário, por se tornar harmonioso e aí, só aí a droga deixa de fazer sentido naturalmente para o próprio que a consome.
A droga é para ser usada de forma produtiva, criativa,
se assim for, por vontade própria e consciência própria e responsabilidade própria a droga é realmente útil ao entendimento da vida e de nós próprios.
Depois deste entendimento então podemos realmente nos decidir a viver a nossa própria vida.
Essa para mim é a razão de neste momento achar a droga/alcóol algo de recreativo e produtivo para a descoberta de nós próprios.
O crucial também a meu ver é que tem de haver aceitação deste factor de se usar a droga por vontade e responsabilidade própria e não ter qualquer culpabilidade ou vitimização, porque aí duma maneira ou doutra será uma fuga ao benéfico poder da alteração da mente.
A questão da fuga também é importante, é essencial a fuga, esta é necessária para controlar o que queremos ou não pensar e tratar.
O cérebro é uma máquina de absorção de informação então retém muita informação indesejada para quem pensa e se quer centrado em si.
Factores como a publicidade e hábitos de familia e heredetariedade que se quer por um pouco de parte por momentos para que o que está mais fundo na mente vir ao de cima para que o consciente o veja e compreenda melhor.
É essencial meter essas distracções de lado por momentos para conseguirmos trazer um pouco do nosso intimo aos nossos olhos, senão estão sempre dissimulados pelo hábito e o quotidiano e o comum normal.
Assim pode-se até dizer com uma ponta de humor que quem usa a droga de forma a se descobrir e se centrar não está a fugir mas sim á procura de existir.
Aquele que ali vai é triste
Caindo pelas ruas escuras da cidade.
Eu sou aquele mas estou
Aqui parado a olhar.
(Como estar e ser assim?)
Sendo eu vendo outro,
Vivendo sereno na possibilidade de ser
Aquele que caminha para algum lado
E não vê que esse andar
Pode-o levar onde eu quero ir
Estando eu parado.
Sou algo.
Caindo pelas ruas escuras da cidade.
Eu sou aquele mas estou
Aqui parado a olhar.
(Como estar e ser assim?)
Sendo eu vendo outro,
Vivendo sereno na possibilidade de ser
Aquele que caminha para algum lado
E não vê que esse andar
Pode-o levar onde eu quero ir
Estando eu parado.
Sou algo.
A realidade acaba por ser
Mais louca que a ficção.
A loucura que se me atravessa
Nesta minha realidade lisboeta
Numa festiva passagem de ano
Faz-me parecer um obscuro manifesto
À actual situação humana
Desta cidade, deste mundo.
Quem diria que somos seres humanos?
Quem diria que somos comuns aos aborigenas?
Pois as realidades concedem-se
A um espaço curto e limitado
Que se obscura de possibilidades possiveis
Ao alcance.
A verdade é que o que eu pondero sobre isto que vejo
Em nada vai afectar
É um acto isolado
E nisso me aprecio
Porque no fundo não critico nem avalio para fora
Senão para mim
Se os outros lerem isto serão eles
Uns duplos da minha
Mente observadoura.
Quem pondero agora é so um misto de frustração e desespero
Não procuro dizer nada a ninguém senão a mim mesmo
E mesmo penso que não se aplica a mim mesmo
Talvez aos deuses, ao ar, aos espiritos.
O pensamento é ilimitado e vai e fica
E é criado, produzido, modificado,
Fica e pode ir e assim é
E assim ficará e será.
Escrevo dentro do carro não triste
Mas abatido por um mundo que não aprecio
E do qual tenho medo e vergonha.
Esse tal mundo que em pedaços quero conquistar em meus pés
Por minha mente e corpo
Andar sem quem o responsabilizar
Senão eu mesmo.
Filmo por entre espaços reais de angustia e frustracção
Buscando qualquer iluminação que me faleça
O espirito orgulhoso e me busque o tenro.
Mais louca que a ficção.
A loucura que se me atravessa
Nesta minha realidade lisboeta
Numa festiva passagem de ano
Faz-me parecer um obscuro manifesto
À actual situação humana
Desta cidade, deste mundo.
Quem diria que somos seres humanos?
Quem diria que somos comuns aos aborigenas?
Pois as realidades concedem-se
A um espaço curto e limitado
Que se obscura de possibilidades possiveis
Ao alcance.
A verdade é que o que eu pondero sobre isto que vejo
Em nada vai afectar
É um acto isolado
E nisso me aprecio
Porque no fundo não critico nem avalio para fora
Senão para mim
Se os outros lerem isto serão eles
Uns duplos da minha
Mente observadoura.
Quem pondero agora é so um misto de frustração e desespero
Não procuro dizer nada a ninguém senão a mim mesmo
E mesmo penso que não se aplica a mim mesmo
Talvez aos deuses, ao ar, aos espiritos.
O pensamento é ilimitado e vai e fica
E é criado, produzido, modificado,
Fica e pode ir e assim é
E assim ficará e será.
Escrevo dentro do carro não triste
Mas abatido por um mundo que não aprecio
E do qual tenho medo e vergonha.
Esse tal mundo que em pedaços quero conquistar em meus pés
Por minha mente e corpo
Andar sem quem o responsabilizar
Senão eu mesmo.
Filmo por entre espaços reais de angustia e frustracção
Buscando qualquer iluminação que me faleça
O espirito orgulhoso e me busque o tenro.
A arte cria-se através duma criança magoada, a criança do artista magoada.
Quando esta encontra o mundo, a moral, a sociedade, a responsabilidade da existência no mundo e na pertença á humanidade ou morre ou se mantem escondida mas viva no interior da mente do artista.
O artista, mais das letras, talvez o mais lúcido dos artistas, é imensamente mental, porque se habituou desde pequeno a tal, devido ao constante conflito com o mundo natal. Já lhe é natural a convivência constante com o mundo real e o da mente que para ele certamente será mais verdadeiro e natural.
Esta convivência excessiva consigo mesmo cria uma ideia de que se é especial ou anormal. É essa ideia que ou se larga ou se pega. O artista é quem pega nela porque se vê incapaz da deslargar. Quando a pega começa a usá-la seja onde for de lugares artisticos.
Usa-a e torna-se sua vida, mais que o real a sua vida é uma luta com o transcendental.
Seu corpo, sua vida real não basta para sua ambição animal, tudo o que sente, pensa, cria é um toque ligeiro ou brutal no corpo da Criação.
Não quer desistir pois a vida sem esta dádiva/maldição parece-lhe demais sem graça, esta é a questão a que quero chegar.
O artista por mais alto que seja ou tenha sido não compreende que em si carrega a manifestação fulcral da natureza/universo. Ele com esse encontro mágico que lhe fornece capacidade para criar tal qual sua mãe natureza não compreende que pode encontrar a derradeira existência, que é aplicar sua força da natureza na existência real.(e esquecer o mundo banal).
Se o artista se mantem a criar até sua morte ele perdeu a opurtunidade de encontrar o nirvana na vida, ou melhor até, de encontrar a morte na própria vida.
O fim do mistério do universo reside aí.
A existência suprema dum raio da natureza ter caido num artista e este o prestar a manifestar, mas se o presta a manifestar para a realidade civilizacional estará sempre milhões de anos atrás da sua possibilidade existêncial.
A questão, é que penso que o artista pode através da sua criação sofisticar-se ao ponto de a poder largar em termos materiais e partir no encontro á vida na terra, aí por mais que seja diferente o seu local de vida real, sustem em si na mente a existência suprema da vida, será como dar um “passo-bem” ao seu criador.
Estará em paz e naturalmente viverá sem a pressão do exterior, pois sabe que a vida está em si e na sua relação com o exterior.
O real dos outros passa a não lhe dizer nada, porque ele saberá da vida em si, já se encontrou com a criação do universo e sabe que não há nada a saber senão viver.
Em si se fecha o mistério da vida e do universo, ele é o universo.
Quando esta encontra o mundo, a moral, a sociedade, a responsabilidade da existência no mundo e na pertença á humanidade ou morre ou se mantem escondida mas viva no interior da mente do artista.
O artista, mais das letras, talvez o mais lúcido dos artistas, é imensamente mental, porque se habituou desde pequeno a tal, devido ao constante conflito com o mundo natal. Já lhe é natural a convivência constante com o mundo real e o da mente que para ele certamente será mais verdadeiro e natural.
Esta convivência excessiva consigo mesmo cria uma ideia de que se é especial ou anormal. É essa ideia que ou se larga ou se pega. O artista é quem pega nela porque se vê incapaz da deslargar. Quando a pega começa a usá-la seja onde for de lugares artisticos.
Usa-a e torna-se sua vida, mais que o real a sua vida é uma luta com o transcendental.
Seu corpo, sua vida real não basta para sua ambição animal, tudo o que sente, pensa, cria é um toque ligeiro ou brutal no corpo da Criação.
Não quer desistir pois a vida sem esta dádiva/maldição parece-lhe demais sem graça, esta é a questão a que quero chegar.
O artista por mais alto que seja ou tenha sido não compreende que em si carrega a manifestação fulcral da natureza/universo. Ele com esse encontro mágico que lhe fornece capacidade para criar tal qual sua mãe natureza não compreende que pode encontrar a derradeira existência, que é aplicar sua força da natureza na existência real.(e esquecer o mundo banal).
Se o artista se mantem a criar até sua morte ele perdeu a opurtunidade de encontrar o nirvana na vida, ou melhor até, de encontrar a morte na própria vida.
O fim do mistério do universo reside aí.
A existência suprema dum raio da natureza ter caido num artista e este o prestar a manifestar, mas se o presta a manifestar para a realidade civilizacional estará sempre milhões de anos atrás da sua possibilidade existêncial.
A questão, é que penso que o artista pode através da sua criação sofisticar-se ao ponto de a poder largar em termos materiais e partir no encontro á vida na terra, aí por mais que seja diferente o seu local de vida real, sustem em si na mente a existência suprema da vida, será como dar um “passo-bem” ao seu criador.
Estará em paz e naturalmente viverá sem a pressão do exterior, pois sabe que a vida está em si e na sua relação com o exterior.
O real dos outros passa a não lhe dizer nada, porque ele saberá da vida em si, já se encontrou com a criação do universo e sabe que não há nada a saber senão viver.
Em si se fecha o mistério da vida e do universo, ele é o universo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Uma estrada
Que começa e alcança
Uma luz longincua
Que me incapacita
De continuar uma
Calçada plana e desconhecida.
Qual é a ideia
De continuar algo
Que está perdido?
Como alcançar algo
Por um caminho que
Não é aquele que sobe?
É desconhecido.
É desconhecido todo este ser que é
Meu e talvez até teu,
Evapora-se e se expande
Absorvendo tudo o que
De longe esconde o ser
Que é e não é
Ou porque é e não é.
Qual é então a ideia de
Ser quem se é, se se é
Naturalmente
Uma consequência do que se foi?
Caminhando pelo obscuro
Caminho da consciência,
Fervo comunhões fenomenais
De histórias passadas
Que já não são histórias
Que eram de outras,
Historias que eram histórias de outros.
Longe,
Longe ser eu
Que fui,
Era mentira baseada
Que foi encontrada com lágrimas nos olhos.
Castanhas, cerejas que transbordam seres.
Castanhas que vampirizam
Tudo o que se aproxima de mim
Mentiras fortes
E agressivas que perturbam
O meu consciente
Descontraido e inocente.
Que começa e alcança
Uma luz longincua
Que me incapacita
De continuar uma
Calçada plana e desconhecida.
Qual é a ideia
De continuar algo
Que está perdido?
Como alcançar algo
Por um caminho que
Não é aquele que sobe?
É desconhecido.
É desconhecido todo este ser que é
Meu e talvez até teu,
Evapora-se e se expande
Absorvendo tudo o que
De longe esconde o ser
Que é e não é
Ou porque é e não é.
Qual é então a ideia de
Ser quem se é, se se é
Naturalmente
Uma consequência do que se foi?
Caminhando pelo obscuro
Caminho da consciência,
Fervo comunhões fenomenais
De histórias passadas
Que já não são histórias
Que eram de outras,
Historias que eram histórias de outros.
Longe,
Longe ser eu
Que fui,
Era mentira baseada
Que foi encontrada com lágrimas nos olhos.
Castanhas, cerejas que transbordam seres.
Castanhas que vampirizam
Tudo o que se aproxima de mim
Mentiras fortes
E agressivas que perturbam
O meu consciente
Descontraido e inocente.
Uma certeza oculta
Que se apresenta
Agora á minha frente.
Uma ideia que eu era
Um sentimento de ser alguém.
Qualquer coisa de conhecido
Mas que se evaporou
No desconhecido
Terreno do sub-consciente.
Controlei o parecer
E justifiquei minha
Existência com um
Rótulo minoritário.
Choveram ideias e possibilidades
Correram coisas estranhas
Pelos ideais voantes da
Minha mente criativa.
O obscuro sentimento da vida.
A maravilhosa possibilidade da vida.
Que se apresenta
Agora á minha frente.
Uma ideia que eu era
Um sentimento de ser alguém.
Qualquer coisa de conhecido
Mas que se evaporou
No desconhecido
Terreno do sub-consciente.
Controlei o parecer
E justifiquei minha
Existência com um
Rótulo minoritário.
Choveram ideias e possibilidades
Correram coisas estranhas
Pelos ideais voantes da
Minha mente criativa.
O obscuro sentimento da vida.
A maravilhosa possibilidade da vida.
Sabes tu muito bem
Que a consciência da tua utilidade actual
Depende da confiança afectiva que há em teu redor.
Sangue meu que já foi
Forte e viril hoje
Julga-se fraco e em estado de hibernação.
Caminha em mim uma sabedoria
Que me pesa muito e me condena
A uma vida carregada de emoção sujeita
A um diagnóstico de aprovação intelectual.
Conhecida a jornada pelo caminho da força
Depois o caminho da depressão
Conjugados os dois tornas-te homem
Meu irmão.
Sangue inocente e imprudente
Renasce fortemente em sangue
Coerente e subsistente
Que inevitávelmente
Atropela quem desnecessáriamente
Eleva barreiras e portões
E paredes para não me
Deixar passar.
A mim?
Coitados...não me querem deixar passar...
Mas eu tenho de existir
Meus queridos entes
Despreziveis que com preguiça
Não se deixaram chegar
Ao meu estado
De plena existência
Que obriga a qualquer
Momento em que se
Respira, cada palpitar de célula
É uma afirmação
De consciência individual
Que não se pode parar
Por claramente não haver
Razão para parar.
A mim, que sou eu,
Que sou um que pelo que sei estou vivo
Só desta vez e dizem-me
Vocês para ser mais
Civilizado, mais educado
Mais normal, mais triste e mediocre
Como todos vós.
Meus queridos entes que estão mortos
Vivendo de sangue desnecessário
Usando-o com total
Despreso pela enorme possibilidade
De existência individual
Que está em vossas mãos
E coração e pulmões.
Quem sou eu?
Sou uma brisa natural
Não me canso de o dizer.
Que a consciência da tua utilidade actual
Depende da confiança afectiva que há em teu redor.
Sangue meu que já foi
Forte e viril hoje
Julga-se fraco e em estado de hibernação.
Caminha em mim uma sabedoria
Que me pesa muito e me condena
A uma vida carregada de emoção sujeita
A um diagnóstico de aprovação intelectual.
Conhecida a jornada pelo caminho da força
Depois o caminho da depressão
Conjugados os dois tornas-te homem
Meu irmão.
Sangue inocente e imprudente
Renasce fortemente em sangue
Coerente e subsistente
Que inevitávelmente
Atropela quem desnecessáriamente
Eleva barreiras e portões
E paredes para não me
Deixar passar.
A mim?
Coitados...não me querem deixar passar...
Mas eu tenho de existir
Meus queridos entes
Despreziveis que com preguiça
Não se deixaram chegar
Ao meu estado
De plena existência
Que obriga a qualquer
Momento em que se
Respira, cada palpitar de célula
É uma afirmação
De consciência individual
Que não se pode parar
Por claramente não haver
Razão para parar.
A mim, que sou eu,
Que sou um que pelo que sei estou vivo
Só desta vez e dizem-me
Vocês para ser mais
Civilizado, mais educado
Mais normal, mais triste e mediocre
Como todos vós.
Meus queridos entes que estão mortos
Vivendo de sangue desnecessário
Usando-o com total
Despreso pela enorme possibilidade
De existência individual
Que está em vossas mãos
E coração e pulmões.
Quem sou eu?
Sou uma brisa natural
Não me canso de o dizer.
Resquicios de ser
Quem era e jamais
O que sou.
Medo de ser meu
Ser frágil e abatido
Vontade de conquistar
O mundo.
O afastamento de ser
Quem era, de ser
Quem era quando nasci.
Obscura performance
Sucessiva, duma
Procura intensa duma
Maneira de me levar
Para todos os ideais
Que entraram na minha
Cabeça por pessoas
Por livros ou informação.
Ter sido tudo
Isto ao mesmo tempo
Não tendo senão
Isto onde me agarrar.
Fui tantas coisas sem ter
Sido nada na verdade.
Fugindo de mim
Estava fugindo de mim.
(Para quê?
Para me encontrar hoje
Com toda a força e informação
Sobre-humana que o
Meu alter-ego conseguiu reunir
Para me poder sentir agora
Estando a ser eu
Com toda essa força
E sabedoria reunidas
Apartir do limiar da loucura
Do meu belo e ambicioso
Alter-ego.
Agradeço-te meu querido alter-ego.)
Quem era e jamais
O que sou.
Medo de ser meu
Ser frágil e abatido
Vontade de conquistar
O mundo.
O afastamento de ser
Quem era, de ser
Quem era quando nasci.
Obscura performance
Sucessiva, duma
Procura intensa duma
Maneira de me levar
Para todos os ideais
Que entraram na minha
Cabeça por pessoas
Por livros ou informação.
Ter sido tudo
Isto ao mesmo tempo
Não tendo senão
Isto onde me agarrar.
Fui tantas coisas sem ter
Sido nada na verdade.
Fugindo de mim
Estava fugindo de mim.
(Para quê?
Para me encontrar hoje
Com toda a força e informação
Sobre-humana que o
Meu alter-ego conseguiu reunir
Para me poder sentir agora
Estando a ser eu
Com toda essa força
E sabedoria reunidas
Apartir do limiar da loucura
Do meu belo e ambicioso
Alter-ego.
Agradeço-te meu querido alter-ego.)
Quem é então esse ser
Que se afirma em mim?
É um ser constante que existe em mim.
Há qualquer coisa que
Caminha em mim
Uma voz que por vezes
Grita alto e sai de mim
Uma voz que está cá dentro e
Sai e sai por vezes
Louca responsabilizando-me
A mim por ela.
Uma voz que é minha
Que é daí,
Que é qualquer coisa que não
Entendo,
Qualquer coisa que existe por mim
Mas independente de mim.
É qualquer coisa
Que não sou bem eu,
É qualquer coisa que é,
Que são coisas que existem em mim
E não as posso controlar
Têm elas de existir.
Não posso reprimir
O grito senão
Morro de masturbação.
É qualquer coisa que existe
Dentro de mim.
Que se afirma em mim?
É um ser constante que existe em mim.
Há qualquer coisa que
Caminha em mim
Uma voz que por vezes
Grita alto e sai de mim
Uma voz que está cá dentro e
Sai e sai por vezes
Louca responsabilizando-me
A mim por ela.
Uma voz que é minha
Que é daí,
Que é qualquer coisa que não
Entendo,
Qualquer coisa que existe por mim
Mas independente de mim.
É qualquer coisa
Que não sou bem eu,
É qualquer coisa que é,
Que são coisas que existem em mim
E não as posso controlar
Têm elas de existir.
Não posso reprimir
O grito senão
Morro de masturbação.
É qualquer coisa que existe
Dentro de mim.
Portas se entravam
E se esquivam
Do meu olhar
Caminhos por percorrer
Tantos que não me
Encontro em nenhum
Tanta vontade,
Tanta energia,
Tanta repressão e desistência.
As ruínas vão caindo
Lá vai passando o tempo
Em que elas geriam o meu ser.
A areia do vento do tempo
As desgastou e já não
Havia ecónomia para as
Reerguer.
Cansado da luta de as ver
Desaparecer , esforcei
O caminho de as deixar
De ver mas elas
Lá se mantêm no meu olhar.
Ruinas do meu ser
Estão lá e aqui
Quanto mais as não
Desejo ver.
Quem me dera renascer
E as reerguer ou
Pelo menos com a
Força dos novos ventos
As destruir por completo
Para criar novas e belas
Catedrais em honra de
Meu ser da minha vida
E da vida em si.
Fui outro até hoje talvez.
Fui outro sem o saber.
Despresei meu ser
Sendo outro,
Criei um novo para
O converter em algo
Que não meu de essência.
Deixei assim o meu
Castelo sujo e feio
De poeira e de tudo
O que não era dele
Naturalmente pendendo por
Ele acima como parasita
Que não pertence e fica.
A minha vida é esta
Ou foi esta.
Haverá uma nova?
É que da noite nasce
A luz da lua que
Me ilumina melhor
Por dentro que o sol
Que me afasta de mim mesmo.
E se esquivam
Do meu olhar
Caminhos por percorrer
Tantos que não me
Encontro em nenhum
Tanta vontade,
Tanta energia,
Tanta repressão e desistência.
As ruínas vão caindo
Lá vai passando o tempo
Em que elas geriam o meu ser.
A areia do vento do tempo
As desgastou e já não
Havia ecónomia para as
Reerguer.
Cansado da luta de as ver
Desaparecer , esforcei
O caminho de as deixar
De ver mas elas
Lá se mantêm no meu olhar.
Ruinas do meu ser
Estão lá e aqui
Quanto mais as não
Desejo ver.
Quem me dera renascer
E as reerguer ou
Pelo menos com a
Força dos novos ventos
As destruir por completo
Para criar novas e belas
Catedrais em honra de
Meu ser da minha vida
E da vida em si.
Fui outro até hoje talvez.
Fui outro sem o saber.
Despresei meu ser
Sendo outro,
Criei um novo para
O converter em algo
Que não meu de essência.
Deixei assim o meu
Castelo sujo e feio
De poeira e de tudo
O que não era dele
Naturalmente pendendo por
Ele acima como parasita
Que não pertence e fica.
A minha vida é esta
Ou foi esta.
Haverá uma nova?
É que da noite nasce
A luz da lua que
Me ilumina melhor
Por dentro que o sol
Que me afasta de mim mesmo.
Obscuras cobras da solidão
De um ser magoado
Que vai ás trevas
Colher informação
Ressequida a estado puro
Para informar seu mestre
Do percurso que já se fez
E o que os deuses antigos
Dizem sobre o
Passado do seu individuo.
Plantações imensas de flores de todas as cores.
Essas plantações que são
Desconhecidas ao próprio
Vê-as muitas vezes
Quem o ama naturalmente.
Tudo o que se é,
Está por se fazer nascer nessa plantação
E só quando dela se sabe,
Se pode chorar
Para cima
Para que nasça então uma nova cultura
Nesse extenso virgem terreno.
De um ser magoado
Que vai ás trevas
Colher informação
Ressequida a estado puro
Para informar seu mestre
Do percurso que já se fez
E o que os deuses antigos
Dizem sobre o
Passado do seu individuo.
Plantações imensas de flores de todas as cores.
Essas plantações que são
Desconhecidas ao próprio
Vê-as muitas vezes
Quem o ama naturalmente.
Tudo o que se é,
Está por se fazer nascer nessa plantação
E só quando dela se sabe,
Se pode chorar
Para cima
Para que nasça então uma nova cultura
Nesse extenso virgem terreno.
O silêncio e a isolação
Mostram quem realmente és
E se te aguentas sozinho
És deus e aí terás que
Contribuir para o mundo
Com a tua magnífica existência.
Quem vê o vazio sabe
Do recheio que é falso
E o qual é verdadeiro.
Triste ser aquele que
Não vê a maravilha
Da vida sendo ela o que é
E estando tu sozinho no mundo.
Onde está o medo?
Onde está a tristeza?
Essa não a há onde eu existo.
Podem meus queridos concidadãos
Dizer que sou infeliz que estou deprimido
E o estou concerteza
Mas essa é uma perspectiva,
A perspectiva
Do mundo cultural e actual que vivemos
Que claro está
Estará longe da realidade sobrenatural
Que é o que é verdadeiramente real
A meu ver.
Parece que as pessoas não entendem a extrema possibilidade de existência
Que cada uma tem.
Quando acordas não podes voltar a dormir.
Mostram quem realmente és
E se te aguentas sozinho
És deus e aí terás que
Contribuir para o mundo
Com a tua magnífica existência.
Quem vê o vazio sabe
Do recheio que é falso
E o qual é verdadeiro.
Triste ser aquele que
Não vê a maravilha
Da vida sendo ela o que é
E estando tu sozinho no mundo.
Onde está o medo?
Onde está a tristeza?
Essa não a há onde eu existo.
Podem meus queridos concidadãos
Dizer que sou infeliz que estou deprimido
E o estou concerteza
Mas essa é uma perspectiva,
A perspectiva
Do mundo cultural e actual que vivemos
Que claro está
Estará longe da realidade sobrenatural
Que é o que é verdadeiramente real
A meu ver.
Parece que as pessoas não entendem a extrema possibilidade de existência
Que cada uma tem.
Quando acordas não podes voltar a dormir.
Noites escuras de incompreensão
Incapazes de se libertarem
Me fustigam a energia
Exigindo dela
A constante de inércia
Que ou leva á vida
Ou leva á morte.
Qual a culpa de mim em tudo isto?
Obscuras exigências e o preso do mundo estagnado.
A emoção presa por teias de aranhas morais
E tradicionais e repressões hereditárias.
Donde terá vindo este meu sangue
Que consumo para pensar?
Raiva minha será minha
Ou será mais uma raiva de não ter raiva?
Pirilampos aqui?
Que estranho
Nunca pensei os havistar por aqui.
Fundem-se com o meio ambiente
Luzes fulminantes
E tectos altos cobrem
A verdadeira densidade
Do espaço formando-o
Em algo tangivel ao pensamento embrutecedoramente
Sóbrio do comum dos mortais
Da nossa espécie.
Qual é então o fim da procura?
Já que não a havisto
Não a presumo
Penso sim que o amor
Pode ser uma espécie de fim para mim,
Um resignar
Um querer desistir da luta
Um já que se tem o que se quer na realidade palpável.
Incapazes de se libertarem
Me fustigam a energia
Exigindo dela
A constante de inércia
Que ou leva á vida
Ou leva á morte.
Qual a culpa de mim em tudo isto?
Obscuras exigências e o preso do mundo estagnado.
A emoção presa por teias de aranhas morais
E tradicionais e repressões hereditárias.
Donde terá vindo este meu sangue
Que consumo para pensar?
Raiva minha será minha
Ou será mais uma raiva de não ter raiva?
Pirilampos aqui?
Que estranho
Nunca pensei os havistar por aqui.
Fundem-se com o meio ambiente
Luzes fulminantes
E tectos altos cobrem
A verdadeira densidade
Do espaço formando-o
Em algo tangivel ao pensamento embrutecedoramente
Sóbrio do comum dos mortais
Da nossa espécie.
Qual é então o fim da procura?
Já que não a havisto
Não a presumo
Penso sim que o amor
Pode ser uma espécie de fim para mim,
Um resignar
Um querer desistir da luta
Um já que se tem o que se quer na realidade palpável.
Noite que eu sou
Noite que sempre fui
Filho da noite
Da solidão e do silêncio.
Tanto que me tornei
Insensível e cínico em
Relação ao mundo.
Tanto que já não
Acredito naquele sentimento
Que chocalha o corpo.
Parece-me ele também falso e fútil
Já que o já tive e
Não durou, sofri
E é chato sofrer(tanto) assim.
A distância que afastou-me
De todos,
Afastou-me do passado,
Obrigando-me a idealizá-lo
Para que me substitui-se o presente.
Cresceu tanto essa idealização
Que já nem nada tem de
Verdadeiro e só me comeu
A juventude do presente.
A juventude de crer viver
E acreditar de novo.
Acreditar que poderia
Funcionar e não acabar
Com a distância.
É o passado, é o presente
É talvez até a minha
Vida futuramente.
Uma noite bela e
Sossegada com a luz
Do sol a se
Reflectir plena e
Majestosamente na pequena
E esburacada lua.
Noite que sempre fui
Filho da noite
Da solidão e do silêncio.
Tanto que me tornei
Insensível e cínico em
Relação ao mundo.
Tanto que já não
Acredito naquele sentimento
Que chocalha o corpo.
Parece-me ele também falso e fútil
Já que o já tive e
Não durou, sofri
E é chato sofrer(tanto) assim.
A distância que afastou-me
De todos,
Afastou-me do passado,
Obrigando-me a idealizá-lo
Para que me substitui-se o presente.
Cresceu tanto essa idealização
Que já nem nada tem de
Verdadeiro e só me comeu
A juventude do presente.
A juventude de crer viver
E acreditar de novo.
Acreditar que poderia
Funcionar e não acabar
Com a distância.
É o passado, é o presente
É talvez até a minha
Vida futuramente.
Uma noite bela e
Sossegada com a luz
Do sol a se
Reflectir plena e
Majestosamente na pequena
E esburacada lua.
Fugitivo filho
De não sei quem
Talvez dum complexo sentimento.
Apesar de pequena, aquela coisa
Que me fez nascer
É a qual eu obedeço
E me obriga a ter fé em.
Um riacho que de pequeno foi desaguar
Num belo e extenso
Rio verde e tropical
Que me junta a ele
Num conjunto de almas
Que se debatem em tentar existir.
Quem há que voltar a ser?
Só tu mesmo novamente
Meu querido.
De não sei quem
Talvez dum complexo sentimento.
Apesar de pequena, aquela coisa
Que me fez nascer
É a qual eu obedeço
E me obriga a ter fé em.
Um riacho que de pequeno foi desaguar
Num belo e extenso
Rio verde e tropical
Que me junta a ele
Num conjunto de almas
Que se debatem em tentar existir.
Quem há que voltar a ser?
Só tu mesmo novamente
Meu querido.
Evaporaram-se
Os seres de outrora
Os deuses desapareceram
E só existo eu.
Caminhando descalço pela
Estrada daquilo que
Parece ser a minha vida,
A minha mente está rodeada
De fulminantes e pirilampos,
Os meus pés gastos
Gastos de usados
Usados porque são feitos
De pele fraca e frágil,
Acontece que caminhei.
Corpo magro, mente gorda
Deteriora-se um pouco da saúde
Para explodir em constante
Loucura criativa produtiva.
Caminho o caminho que me leva a algum sitio.
Os seres de outrora
Os deuses desapareceram
E só existo eu.
Caminhando descalço pela
Estrada daquilo que
Parece ser a minha vida,
A minha mente está rodeada
De fulminantes e pirilampos,
Os meus pés gastos
Gastos de usados
Usados porque são feitos
De pele fraca e frágil,
Acontece que caminhei.
Corpo magro, mente gorda
Deteriora-se um pouco da saúde
Para explodir em constante
Loucura criativa produtiva.
Caminho o caminho que me leva a algum sitio.
Descubro o norte
A bater com a
Cabeça nas paredes
Não paro enquanto
Ela não entra numa
Porta não admito
Considero-o assim
Inevitável á minha
Procura insanciável
Pelo meu sonho
Meu desejo minha
Projecção futuristica
Da minha vida futura
Que se aprova e solidifica com
A dor e tristeza,
Criando assim uma
Ode do percurso da
Minha santa vida
Até á grande estátua
Universal da morte.
A bater com a
Cabeça nas paredes
Não paro enquanto
Ela não entra numa
Porta não admito
Considero-o assim
Inevitável á minha
Procura insanciável
Pelo meu sonho
Meu desejo minha
Projecção futuristica
Da minha vida futura
Que se aprova e solidifica com
A dor e tristeza,
Criando assim uma
Ode do percurso da
Minha santa vida
Até á grande estátua
Universal da morte.
Criando eu algo que me está
Inerente como a escrita
O peso da existência intelectual
E o conflito com o que é
E não é de meus sonhos,
Minhas ideias e o som do mar
E a luz do luar
Em discussão com luzes feitas
Para iluminar mais
Que a lua ilumina a praia e o mar.
E agora o céu
Chora aos poucos
Muito pouco para não me esturvar
A escrita ao ar livre.
Esperemos que assim fique.
Exemplar manifesto
De quem manda e
Resignar inevitável
De quem obedece.
A luta entre um homem
E uma massiva nuvem
Debate-se agora e será ela(a nuvem)
Que decidirá meu futuro.
Parece estar a chuviscar mais
Mas resisto á tentação de me abrigar
Pode ser que ela pare
E me deixe continuar
Meu pensamento, minha escrita.
Sempre a questão da auto-destruição
Mas a questão é que eu vivo da
Minha mente e a ela
Obedeço,
O corpo que venha comigo
Pois eu tenho de ir.
Sim sou um bocado alcoólico hoje em dia.
A chuva venceu,
Fui para debaixo de algo.
Inerente como a escrita
O peso da existência intelectual
E o conflito com o que é
E não é de meus sonhos,
Minhas ideias e o som do mar
E a luz do luar
Em discussão com luzes feitas
Para iluminar mais
Que a lua ilumina a praia e o mar.
E agora o céu
Chora aos poucos
Muito pouco para não me esturvar
A escrita ao ar livre.
Esperemos que assim fique.
Exemplar manifesto
De quem manda e
Resignar inevitável
De quem obedece.
A luta entre um homem
E uma massiva nuvem
Debate-se agora e será ela(a nuvem)
Que decidirá meu futuro.
Parece estar a chuviscar mais
Mas resisto á tentação de me abrigar
Pode ser que ela pare
E me deixe continuar
Meu pensamento, minha escrita.
Sempre a questão da auto-destruição
Mas a questão é que eu vivo da
Minha mente e a ela
Obedeço,
O corpo que venha comigo
Pois eu tenho de ir.
Sim sou um bocado alcoólico hoje em dia.
A chuva venceu,
Fui para debaixo de algo.
Conhecendo algo fugitivo da sua condição de camponês num mundo globalizado
Foge da sua possibilidade de ser ser humano
Com calma para se tornar num forte ser fugitivo
Da sua própria realidade.
Confusão interior de sentimentos
Exigências mil e possibilidades tantas!
Há ainda esperança,
Ai essa não morre
Tem dias em baixo
Mas tem-se de viver!
As pessoas correm de um lado para o outro
Fingindo ter uma vida
E tu parado a olhar
Tocando bossa nova
Na minha guitarra,
Mas que maravilha!
“vou para frança, há mais trabalho lá.”
Me dizes.
Apesar de dizeres que vives perto de st apolonia
Acredito seres mais um daqueles
Que não têm “tecto.”
Livre possibilitado da vida de miserável
Que de nada tem de miserável.
Procura um tecto seja ele qual for
Se o for em forma de sentimento, de ideal, de missão melhor ainda!
Que venha uma dose diária de loucura
Para se aguentar o cansaço e a tristeza.
Imagino-te nas escadas da estação de
Santa apolónia é isso, vives lá!
Há tantos lá a viver assim.
Vão até lá distribuir comida e agasalhos todos os dias.
Mas a vida continua dificil
Um homem não deve necessitar
Da caridade dos outros,
Reduz-lo á condição
De inferior, de necessitado.
Silêncio nas vozes que me rodeiam
São todos iguais,
Penso termos isso em comum,
Vejo-te a pensares isso.
Tão afastado mas tão perto te sinto
Da minha condição mental,
Pois sabes,
Eu sou também um fugitivo,
Mas pior que tu
Tenho de me fingir centrado
Para com os que me rodeiam.
Prazer em conhecer-te
É sempre um prazer.
Seres que lutam por uma vida
Que não lhes era destinada,
Seres que se elevam da condição de ser humano
Para ser controlador do seu próprio corpo e mente,
Têm uma meta á frente
Algo que diz para continuar.
Vamos a isso
O obscuro real que nos rodeia
Não é mais que um filme a rodar numa parede que não é a nossa
Pois como te lembras
Somos os dois uns “sem-tecto”.
Foge da sua possibilidade de ser ser humano
Com calma para se tornar num forte ser fugitivo
Da sua própria realidade.
Confusão interior de sentimentos
Exigências mil e possibilidades tantas!
Há ainda esperança,
Ai essa não morre
Tem dias em baixo
Mas tem-se de viver!
As pessoas correm de um lado para o outro
Fingindo ter uma vida
E tu parado a olhar
Tocando bossa nova
Na minha guitarra,
Mas que maravilha!
“vou para frança, há mais trabalho lá.”
Me dizes.
Apesar de dizeres que vives perto de st apolonia
Acredito seres mais um daqueles
Que não têm “tecto.”
Livre possibilitado da vida de miserável
Que de nada tem de miserável.
Procura um tecto seja ele qual for
Se o for em forma de sentimento, de ideal, de missão melhor ainda!
Que venha uma dose diária de loucura
Para se aguentar o cansaço e a tristeza.
Imagino-te nas escadas da estação de
Santa apolónia é isso, vives lá!
Há tantos lá a viver assim.
Vão até lá distribuir comida e agasalhos todos os dias.
Mas a vida continua dificil
Um homem não deve necessitar
Da caridade dos outros,
Reduz-lo á condição
De inferior, de necessitado.
Silêncio nas vozes que me rodeiam
São todos iguais,
Penso termos isso em comum,
Vejo-te a pensares isso.
Tão afastado mas tão perto te sinto
Da minha condição mental,
Pois sabes,
Eu sou também um fugitivo,
Mas pior que tu
Tenho de me fingir centrado
Para com os que me rodeiam.
Prazer em conhecer-te
É sempre um prazer.
Seres que lutam por uma vida
Que não lhes era destinada,
Seres que se elevam da condição de ser humano
Para ser controlador do seu próprio corpo e mente,
Têm uma meta á frente
Algo que diz para continuar.
Vamos a isso
O obscuro real que nos rodeia
Não é mais que um filme a rodar numa parede que não é a nossa
Pois como te lembras
Somos os dois uns “sem-tecto”.
Comando prósperos
Intercepta a linha de batalha
Entre os dois deuses que remam esta grande máquina
Que um dia morrerá como todos
Os outros seres que vivem.
Um dos deuses
Foi diminuido ao estado de civilizado
E educado pelas circunstâncias actuais do seu tempo
O outro deus é um deus
Que se encontra acorrentado e fechado numa cela
Donde raramente tem o prazer de sair.
O sangue gera os dois,
Os dois vivem
Juntos mas como que
Separados por uma cortina
Que se mantem
Firma e tensa para
O contacto não ser intenso
Nem furtivo.
Desiquilibraria mundos
E universos dentro deste corpo.
Intercepta a linha de batalha
Entre os dois deuses que remam esta grande máquina
Que um dia morrerá como todos
Os outros seres que vivem.
Um dos deuses
Foi diminuido ao estado de civilizado
E educado pelas circunstâncias actuais do seu tempo
O outro deus é um deus
Que se encontra acorrentado e fechado numa cela
Donde raramente tem o prazer de sair.
O sangue gera os dois,
Os dois vivem
Juntos mas como que
Separados por uma cortina
Que se mantem
Firma e tensa para
O contacto não ser intenso
Nem furtivo.
Desiquilibraria mundos
E universos dentro deste corpo.
Aquele caminhou
Pela escuridão
E tropeçou na confusão de existir.
Sendo ele quem é,
Esteja ele em pé ou
No coração do chão,
Sua alma se eleva
Do demónio da
Passividade
Gritando alto esteja
Forte ou fraco ou
Triste e contente
Há lá o grito
Constante selvagem
De vida por viver.
Sei que o caminho que tenho é para fazer.
Pela escuridão
E tropeçou na confusão de existir.
Sendo ele quem é,
Esteja ele em pé ou
No coração do chão,
Sua alma se eleva
Do demónio da
Passividade
Gritando alto esteja
Forte ou fraco ou
Triste e contente
Há lá o grito
Constante selvagem
De vida por viver.
Sei que o caminho que tenho é para fazer.
Acordar é um tormento provisório
Que logo acaba quando vejo
Que há além de mim.
Quem é aquele
Que procura e não encontra?
É aquele que procura fora dele
E não o que sabe o que tem e procura
O que maximiza essas mesmas forças.
Quem me procura nunca me
Encontrará.
Eu é que procuro e por vezes encontro.
É um tempo que proclama
Evidencia individual
Caminho pelos olhos da actualidade.
Eu sou e sou e sou
Sem fim até ao fim, mais
Vale só que mal acompanhado
E está-se bem assim,
É uma fase eu sei e daí
Eu levar isto tudo da minha vida
Como se tivesse que fluir para que eu seja alguém.
Que logo acaba quando vejo
Que há além de mim.
Quem é aquele
Que procura e não encontra?
É aquele que procura fora dele
E não o que sabe o que tem e procura
O que maximiza essas mesmas forças.
Quem me procura nunca me
Encontrará.
Eu é que procuro e por vezes encontro.
É um tempo que proclama
Evidencia individual
Caminho pelos olhos da actualidade.
Eu sou e sou e sou
Sem fim até ao fim, mais
Vale só que mal acompanhado
E está-se bem assim,
É uma fase eu sei e daí
Eu levar isto tudo da minha vida
Como se tivesse que fluir para que eu seja alguém.
Abaixo os portões
Da casa assombrada,
Ela será minha agora
E os fantasmas
Meus conhecidos verão a luz do dia
Recriar o que eu sou
E a realidade que
Se instala ao meu redor.
Por vezes pondero
Senão será mentira
Tudo o que dizem
Os seres humanos que
Me surgem pelo caminho
Mas verdade seja dita
Que o que penso,
O que sonho será
Provavelmente
Mais produtivo
E exemplar que
A minha existência secular.
Vêm ventos do mar e as ondas proliferam
Na sua existencia
Constante e querida
A olhos naturais
E coração adjacente
Peculiarmente feito
Para enriquecer quem
O tem e sente.
Palavras soltas absorvem
O meu presente e
Fazem-no flutuar
Com o mundo á frente,
São palavras,
Só palavras, mas juntas
Podem criar um ideal,
Uma bomba ou uma religião,
Só palavras, só palavras.
Da casa assombrada,
Ela será minha agora
E os fantasmas
Meus conhecidos verão a luz do dia
Recriar o que eu sou
E a realidade que
Se instala ao meu redor.
Por vezes pondero
Senão será mentira
Tudo o que dizem
Os seres humanos que
Me surgem pelo caminho
Mas verdade seja dita
Que o que penso,
O que sonho será
Provavelmente
Mais produtivo
E exemplar que
A minha existência secular.
Vêm ventos do mar e as ondas proliferam
Na sua existencia
Constante e querida
A olhos naturais
E coração adjacente
Peculiarmente feito
Para enriquecer quem
O tem e sente.
Palavras soltas absorvem
O meu presente e
Fazem-no flutuar
Com o mundo á frente,
São palavras,
Só palavras, mas juntas
Podem criar um ideal,
Uma bomba ou uma religião,
Só palavras, só palavras.
A felicidade.
Essa que julguei
Ser a grande questão
E me punha dentro
Da carapaça da minha mente
Escondendo-me do
Presente não feliz.
Pois era o que eu pensava,
Não sabia nem sei lidar
Com a felicidade ela
Me é pouco produtiva
É-me estranha nesse
Seu estado puro.
As mulheres que
Já me tiveram mais
Perto,
A maioria queria
A felicidade de não
Ter de resolver
Nada e de estar tudo bem.
Eu sempre admirei isso nelas
Mas hoje compreendo
Que felicidade não
É para mim
Eu sou quem sou
E gosto francamente
De o ser.
Antes queria me
Converter á felicidade
Hoje sei que o
Meu caminho não é
Esse mas gosto dele
E de ver pessoas com ele.
Eu gosto de pensar
Gosto de ter problemas
Para os resolver,
Gosto de tentar e ser
Não quero parar e ser feliz
Pois sinto que é tempo
A perder.
Tenho conclusões onde chegar,
Tenho vida para intelectualizar
E compreender
Mas acima de tudo ser tudo,
Pensando em tudo
E ter o mundo todo bem
Comprimido e arrumado
E desarrumado no meu cérebro.
Quem de longe não se sente perto não
Irá entender este meu raciocinio
Mas hoje sei que sou
Este ser
Multi-cultural e multi-tudo
Isto para dizer que
Me sinto universal.
Há almas que já mortas
Vivem em mim
Por seu legado artistico
Ou de vida simplesmente.
Tenho em mim
Um mundo inteiro de desenvolvimento,
Sou a raça humana
Na sua manifestação mais
Abrangente e quero sê-lo.
Essa que julguei
Ser a grande questão
E me punha dentro
Da carapaça da minha mente
Escondendo-me do
Presente não feliz.
Pois era o que eu pensava,
Não sabia nem sei lidar
Com a felicidade ela
Me é pouco produtiva
É-me estranha nesse
Seu estado puro.
As mulheres que
Já me tiveram mais
Perto,
A maioria queria
A felicidade de não
Ter de resolver
Nada e de estar tudo bem.
Eu sempre admirei isso nelas
Mas hoje compreendo
Que felicidade não
É para mim
Eu sou quem sou
E gosto francamente
De o ser.
Antes queria me
Converter á felicidade
Hoje sei que o
Meu caminho não é
Esse mas gosto dele
E de ver pessoas com ele.
Eu gosto de pensar
Gosto de ter problemas
Para os resolver,
Gosto de tentar e ser
Não quero parar e ser feliz
Pois sinto que é tempo
A perder.
Tenho conclusões onde chegar,
Tenho vida para intelectualizar
E compreender
Mas acima de tudo ser tudo,
Pensando em tudo
E ter o mundo todo bem
Comprimido e arrumado
E desarrumado no meu cérebro.
Quem de longe não se sente perto não
Irá entender este meu raciocinio
Mas hoje sei que sou
Este ser
Multi-cultural e multi-tudo
Isto para dizer que
Me sinto universal.
Há almas que já mortas
Vivem em mim
Por seu legado artistico
Ou de vida simplesmente.
Tenho em mim
Um mundo inteiro de desenvolvimento,
Sou a raça humana
Na sua manifestação mais
Abrangente e quero sê-lo.
sábado, 7 de novembro de 2009
Pitoresca estátua que se aproxima da minha emoção como um fantasma.
Chama apagada que se mexe desorganizada,
Lança em mim seu significado obscuro e
Lembra-me da realidade passada.
Sou só eu, e eu serei enquanto estarei vivo,
O comandante do significado da realidade e da vida.
Longe da sombra ela aparece de seguida,
Tomba uma escada invisivel na minha consciencia e
Reduz-me a um metro de altura psicólogica.
Será ela amiga se me faz tão nitidamente pequeno?
Chama apagada que se mexe desorganizada,
Lança em mim seu significado obscuro e
Lembra-me da realidade passada.
Sou só eu, e eu serei enquanto estarei vivo,
O comandante do significado da realidade e da vida.
Longe da sombra ela aparece de seguida,
Tomba uma escada invisivel na minha consciencia e
Reduz-me a um metro de altura psicólogica.
Será ela amiga se me faz tão nitidamente pequeno?
Flores brutas de afecto
Embirram com a estagnação emocional dos humanos.
Luz ofusca espiritos da noite
Profetizando o calor da orgia estaminal
Correu a corrente oculta
Desta estridente disputa
E fulminou-se longe de tudo
Um clarão imenso que afirmou
Imperialmente 1 hora da tarde.
Correram aterefados
Vários castores
Para o pátio interior dum grande hotel
Jurando uma revolução ás 2 horas da tarde.
Luz verde padece
Da vermelha
Nunca chega longe no alto do conhecimento
Mantendo-se no meio
Nem arrefece nem esfria
É amena.
Há também o preto e o vermelho,
Morte e vida
Paixão e desilusão, calor e angustia
Santos da nossa noção da realidade.
Embirram com a estagnação emocional dos humanos.
Luz ofusca espiritos da noite
Profetizando o calor da orgia estaminal
Correu a corrente oculta
Desta estridente disputa
E fulminou-se longe de tudo
Um clarão imenso que afirmou
Imperialmente 1 hora da tarde.
Correram aterefados
Vários castores
Para o pátio interior dum grande hotel
Jurando uma revolução ás 2 horas da tarde.
Luz verde padece
Da vermelha
Nunca chega longe no alto do conhecimento
Mantendo-se no meio
Nem arrefece nem esfria
É amena.
Há também o preto e o vermelho,
Morte e vida
Paixão e desilusão, calor e angustia
Santos da nossa noção da realidade.
Acordei numa noite escura de desilusão
E senti um pulsar no coração que me fustigou
A conclusão a que tinha chegado.
Noite escura disse eu e foi-a deveras escura
Depressa concluí que estava certo na minha ousada noção
Do meu individual poder.
Sorte a minha, a conclusão ter sido chegado com o agrado
Da ideia que eu possuía e não queria, uma turtúlia de emoções mistas
Que me acordou do sono profundo.
E senti um pulsar no coração que me fustigou
A conclusão a que tinha chegado.
Noite escura disse eu e foi-a deveras escura
Depressa concluí que estava certo na minha ousada noção
Do meu individual poder.
Sorte a minha, a conclusão ter sido chegado com o agrado
Da ideia que eu possuía e não queria, uma turtúlia de emoções mistas
Que me acordou do sono profundo.
Instala-se um sóbrio
Silêncio na sala e tudo de repente se ausenta da realidade.
Ponderada a retirada não deixaram nada desarrumado
Está tudo limpo e certo.
Floresta estridente recheada de vida grita a mil léguas de distancia e sorri ao horizonte.
Floresce, floresce espaço de vida, floresce as tuas raizes do ar e da terra sê de novo e de Novo eternamente.
Corrente de agua que corre fluentemente bela
Passagem que se mantem igual
Á passagem do tempo.
Aquele anda aí apaixonadamente
Recorre á tristeza para dar a razão
Ao passo em frente.
Há algo ali, há algo tambem acolá,
Há algo em todo o meu redor.
Fluem flores e pessoas, conversas e múltiplos silêncios impulsionados pelo meu espaço Interior tudo acontece tudo flui e eu com tudo isto.
Silêncio na sala e tudo de repente se ausenta da realidade.
Ponderada a retirada não deixaram nada desarrumado
Está tudo limpo e certo.
Floresta estridente recheada de vida grita a mil léguas de distancia e sorri ao horizonte.
Floresce, floresce espaço de vida, floresce as tuas raizes do ar e da terra sê de novo e de Novo eternamente.
Corrente de agua que corre fluentemente bela
Passagem que se mantem igual
Á passagem do tempo.
Aquele anda aí apaixonadamente
Recorre á tristeza para dar a razão
Ao passo em frente.
Há algo ali, há algo tambem acolá,
Há algo em todo o meu redor.
Fluem flores e pessoas, conversas e múltiplos silêncios impulsionados pelo meu espaço Interior tudo acontece tudo flui e eu com tudo isto.
Roda forte que se aproxima
Da aproximação futura
Duma rédea curta
Que de longe se afirma como consistente
E sendo fraca perto
Ilumina qualquer um
Do outro lado da montanha.
Quem é este ser
Que me existe e
Me acorda do sono
Profundo da mediocridade
Desde que meu coração
Começou a soluçar.
Abriram-se os portôes
Da minha existencia
E agora compreendo
Que tudo está
Cá dentro
E o que se mostra
Para fora é o que se
Quer mostrar e não
O que se é.
Orgulho em existir,
Orgulho em ser.
Quem sou eu que
Careço de humano,
Que sou mais mente
Que outra coisa
Qualquer que os outros
Parecem ser.
Uma raça defunta
De outrora acordou
Para mim e eu serei
Seu percursor e
Criador duma nova raça.
Criador existente na
Percursão da mente.
Da aproximação futura
Duma rédea curta
Que de longe se afirma como consistente
E sendo fraca perto
Ilumina qualquer um
Do outro lado da montanha.
Quem é este ser
Que me existe e
Me acorda do sono
Profundo da mediocridade
Desde que meu coração
Começou a soluçar.
Abriram-se os portôes
Da minha existencia
E agora compreendo
Que tudo está
Cá dentro
E o que se mostra
Para fora é o que se
Quer mostrar e não
O que se é.
Orgulho em existir,
Orgulho em ser.
Quem sou eu que
Careço de humano,
Que sou mais mente
Que outra coisa
Qualquer que os outros
Parecem ser.
Uma raça defunta
De outrora acordou
Para mim e eu serei
Seu percursor e
Criador duma nova raça.
Criador existente na
Percursão da mente.
Qual é a procura?
Qual é a ideia
Que se propõe num
Ideal que não se
Ausenta da minha
Ideia de procura
Que não existe
Sendo ela uma
Ilusão de um
Passado que não é
Senão a procura
Duma desilusão
Abrangente que determina
O tangivel a partir
De elementos meramente
Universais que me
Comparam com seres
Unilaterais a conhecimentos
Passados de historias
Antigas que provam
Procuras antigas
Que nada de novo propõem
Que nada de novo
Oferecem só o fumegante
Elixir de uma
Prospecção isolante
Que me distrai
De certezas escondendo-me
De impurezas abstractas
Que me sussurram
Aos ouvidos mentiras
Longincuas tornando-me
eu no isolado
animal sozinho por
estar carente carente
por estar sozinho
absolvido de todo
e qualquer dominio.
...Escrita sub-consciente...
Qual é a ideia
Que se propõe num
Ideal que não se
Ausenta da minha
Ideia de procura
Que não existe
Sendo ela uma
Ilusão de um
Passado que não é
Senão a procura
Duma desilusão
Abrangente que determina
O tangivel a partir
De elementos meramente
Universais que me
Comparam com seres
Unilaterais a conhecimentos
Passados de historias
Antigas que provam
Procuras antigas
Que nada de novo propõem
Que nada de novo
Oferecem só o fumegante
Elixir de uma
Prospecção isolante
Que me distrai
De certezas escondendo-me
De impurezas abstractas
Que me sussurram
Aos ouvidos mentiras
Longincuas tornando-me
eu no isolado
animal sozinho por
estar carente carente
por estar sozinho
absolvido de todo
e qualquer dominio.
...Escrita sub-consciente...
Os grandes senhores sempre têm a humildade dentro
De admirar muitos outros grandes senhores.
Pois estes grandes senhores(e senhoras claro)
Sabem que a sabedoria
É uma brisa natural
Que só tem
Quem se deixa ser.
Essa brisa flui por
Entre e fora destes
Grandes senhores
Não é o corpo nem a mente
Mas a alma que se expande
E entrelaça com o mundo
A seu redor,
Logo não é a individualidade
Que pesa no apresso
Mas sim a alma que
Carrega a brisa universal da sabedoria.
De admirar muitos outros grandes senhores.
Pois estes grandes senhores(e senhoras claro)
Sabem que a sabedoria
É uma brisa natural
Que só tem
Quem se deixa ser.
Essa brisa flui por
Entre e fora destes
Grandes senhores
Não é o corpo nem a mente
Mas a alma que se expande
E entrelaça com o mundo
A seu redor,
Logo não é a individualidade
Que pesa no apresso
Mas sim a alma que
Carrega a brisa universal da sabedoria.
Minha infância perdida
Meu menino prodigio
Que era eu,
Meu amor profundo
Que vive em mim
Santo ser livre que
Era eu sem noção disso.
Das crianças mais
Belas que já vi
Era eu, um ser
Luminoso e inocente
Vivente sem limites.
O quanto te amo
Minha criança que era eu
Que te tenho e te
Levo para todo o lado
De mão dada te levo
Como meu filho
Meu amor enorme
Que vive em mim.
O eu de agora
Dá-te tudo o que
Sempre mereceste,
Agora estou aqui
Para ti e não mais
Temos que gastar tempos
Em coisas impuras
E inúteis, tudo tem
De ser como
Tu eras e eu sou
Puro, tudo puro
E belo e vivente.
Para onde queres ir meu amor?
Eu te levo seguramente.
Hoje abro portas e janelas
Podres e ferrugentas,
Quebro paredes e barreiras
Para te levar ao colo
E te deixar viver
Livre sem a minha
Mão que te segura e protege.
Quero-te livre meu amor
Livre como sempre mereceste
Ser e sempre foste.
Meu menino prodigio
Que era eu,
Meu amor profundo
Que vive em mim
Santo ser livre que
Era eu sem noção disso.
Das crianças mais
Belas que já vi
Era eu, um ser
Luminoso e inocente
Vivente sem limites.
O quanto te amo
Minha criança que era eu
Que te tenho e te
Levo para todo o lado
De mão dada te levo
Como meu filho
Meu amor enorme
Que vive em mim.
O eu de agora
Dá-te tudo o que
Sempre mereceste,
Agora estou aqui
Para ti e não mais
Temos que gastar tempos
Em coisas impuras
E inúteis, tudo tem
De ser como
Tu eras e eu sou
Puro, tudo puro
E belo e vivente.
Para onde queres ir meu amor?
Eu te levo seguramente.
Hoje abro portas e janelas
Podres e ferrugentas,
Quebro paredes e barreiras
Para te levar ao colo
E te deixar viver
Livre sem a minha
Mão que te segura e protege.
Quero-te livre meu amor
Livre como sempre mereceste
Ser e sempre foste.
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